Entrevista do Mês

Tecnologia na rédea

Entrevista

Conhecer detalhes do processo produtivo e do funcionamento do maquinário, bem como seus implementos, é imperativo na obtenção de melhores resultados. Para dar algumas boas dicas aos leitores, conversamos com Paulo Ferraz Netto, consultor na empresa Ajuste Pecuário e especialista no assunto. Se o nome soa familiar, é pelo fato dele ter assinado nosso “Especial Mecanização” publicado nos últimos dois anos, material que vale uma releitura.

Adilson Rodrigues
adilson@revistaag.com.br

Revista AG - Vamos começar com uma dúvida: o pecuarista está mais agricultor ou o agricultor está mais pecuarista?

Paulo Ferraz Netto – Acredito que os dois estão procurando informação sobre o sistema de integração lavoura-pecuária. É claro que a diferença do grau de intensificação vai depender do perfil de cada um. A profissionalização está sendo balizada por dois aspectos: risco da operação, onde tratamos de processos e protocolos, e capacitação da equipe, para que operacional funcione redondo. A impressão inicial era de que os agricultores tivessem mais facilidade para fazer pecuária na entressafra das culturas, mas o que estamos percebendo é que existem pecuaristas que já estão fazendo o dever de casa e se saindo muito bem na agricultura. A parte de cria é a mais complexa para os agricultores, pois você precisa formar um plantel, investir em tecnologia como currais e bretes para fazer IATF. Recria e engorda é mais fácil para eles. Por outro lado, a lavoura de grãos para uso na alimentação animal é a opção mais viável para os pecuaristas. Soja e algodão, por exemplo, requerem muita tecnificação e informação técnica.

Revista AG - Quais as vantagens de unir agricultura à...

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