Sobrevoando

CORES

Toninho Carancho
carancho@revistaag.com.br

O gado do Brasil é branco. O gado dos Estados Unidos é preto. O gado argentino é preto e vermelho. O gado do Uruguai é vermelho e preto.

É essa imagem que vem a minha cabeça, são essas cores que predominam.

Nos EUA, praticamente todas as raças se encontram agora na cor preta, salvo o Hereford e alguma outra que eu desconheço ou de menor importância ou o Brahman, em menor quantidade nos estados do Sul. Na Argentina, a predominância do Angus e do Brangus é grande, porém, com a concorrência forte do Hereford e do Braford. No Uruguai, é o inverso, muito Hereford sofrendo forte concorrência do Angus.

No Brasil, o gado é branco, mas temos algumas movimentações que achei interessante comentar.

Tirando o Sul do País, onde temos cores variadas, preta, vermelha, amarela etc., no restante todo, a predominância do branco é gigante. O Nelore manda no pedaço, somado a um pouquinho de Brahman, Tabapuã e Guzerá (para ficar nas raças de corte).

Nos anos 1980 e 1990, outras raças entraram nos cruzamentos e parecia que as cores poderiam mudar, o que acabou não acontecendo. Simental, Simbrasil, Charolês, Canchim, Limousin, Santa Gertrudis, Caracu, Marchigiana, Chianina, Piemontês (as 3 últimas italianas e de cor branca) e alguns anos depois o Montana e o Bonsmara, para citar alguns, não tiveram a força necessária para perseverar em grande escala e mudar o cenário. Muitas dessas raças são excelentes e trabalham muito bem em alguns nichos de criadores e de mercados, mas não mudaram o cenário de uma forma mais abrangente.

Porém, agora parece que está acontecendo um movimento um pouco diferente.

O Angus vem vendendo mais sêmen que o Nelore já faz um tempo e são milhões de doses inseminando vacadas Nelore e produzindo animais meio-sangue de altíssima qualidade. Mesmo que a maioria das fêmeas também vá para o abate, acabam f...

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