Na Varanda

As lições da Carne Fraca

Na

Francisco Vila é economista e consultor internacional prismapec@gmail.com

O noticiário diário confirma a observação de que a imprensa se interessa mais pelo “rabo que abana o cachorro” do que para o próprio cachorro. As exceções, e não a regra, dominam as manchetes, pois é o escândalo que vende e não a notícia boa. As irregularidades na produção de alimentos chamam mais atenção do que relatos sobre a melhoria constante da qualidade e sanidade dos produtos que chegam à nossa mesa. Isso não quer dizer que a opinião pública não deva ser avisada sobre defeitos de produtos e processos. No entanto, seria oportuno, pelo menos de vez em quando, informar sobre o enorme progresso em todos os aspectos da produção, transformação e comercialização de alimentos.

Assim, os sucessivos eventos da Carne Fraca devem ser avaliados pelo produtor em seu contexto temporal e internacional. Quem tem a minha idade deve lembrar dos matadouros nos anos 1990. E, se compararmos as condições de produção nos frigoríficos de hoje com aquelas de apenas dez anos atrás, podemos observar o progresso enorme que ocorreu nos processos, no uso de insumos e até na formação e proteção dos trabalhadores (EPI obrigatórios) nas plantas. Tudo está melhor programado e executado, pois a tecnologia facilita e o consumidor exige. Ou seja, a cada ano, a produção de animais no campo, a transformação na indústria, a logística e, também, o controle nas gôndolas avançam para aumentar a segurança alimentar.

Agora, olhamos para o resto do mundo. Não é só aqui que ocorrem falsificações de produtos (leite), irregularidades no uso de insumos (cama de frango) ou acordos ilícitos com a fiscalização (nos frigoríficos ou na remarcação de datas de validade no varejo). Sugiro...

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