Santo Capim

IMPLANTANDO A INFRAESTRUTURA DA PASTAGEM (Parte III e final)

Santo

Adilson de Paula Almeida Aguiar é zootecnista, investidor nas atividades de pecuária de corte e leite, professor de Forragicultura e Nutrição Animal e Consultor Associado da Consupec - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda.

Dando sequência à série de artigos da coluna Santo Capim, este artigo traz a terceira e última parte do planejamento para a implantação da infraestrutura da pastagem, dimensionando as medidas das áreas de descanso, dos cochos para suplementação, das fontes de água e dos corredores de acesso.

2 - Dimensionando as áreas de descanso:

b) Dimensões de bebedouros e fonte de água: em temperatura ambiente, na faixa de 17 a 27ºC, os animais bebem entre 3,5 e 5,5 litros de água por kg de matéria seca (MS) para a sua manutenção, enquanto que vacas em lactação ainda ingerem mais, 2,7 a 3 litros de água por kg de leite produzido.

Quando o acesso à fonte de água é facilitado, o gado vai ao bebedouro entre 3 a 5 vezes/dia (Noller; Nascimento Junior, 1996).

Com acesso irrestrito à fonte de água, apenas 10% dos animais do lote chegam ao mesmo tempo à água. Em ordem de preferência, os dominantes, depois os líderes, enquanto os outros ficam esperando. Considerando 100 cm lineares para cada UA que chega à fonte de água, deve-se dimensionar 10 cm lineares/UA do lote (Cardoso, 1996). É claro que aquelas dimensões só são factíveis quando a fonte de água é artificial, ou seja, em bebedouros.

A fonte de água e sua qualidade quase sempre são negligenciadas pela maioria dos pecuaristas, entretanto, resultados de pesquisas têm demonstrado que esse comportamento do produtor se deve, principalmente, à falta de informação e à incapacidade de medir a relação cus...

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