Na Varanda

Proteger para produzir

O novo paradigma da agropecuária sustentável

Na

Francisco Vila é economista e consultor internacional [email protected]

A pós uma série de 30 conversas na Varanda, devemos lembrar o projeto inicial que seu criador, Eduardo Hoffmann, definiu ao formular o convite. O objetivo seria refletir sobre as principais tendências dentro e fora da porteira. Tentamos fazer isso com os mais diversos tópicos. Algumas vezes até criamos metáforas que marcaram o momento e que foram adotadas no setor como um todo.

A primeira inovação foi a chamada inversão da lógica da cadeia produtiva do boi. O intuito era ampliar a visão tradicional do pasto para o prato para uma nova ótica que passou a ser do “prato para o pasto”. Com isso, a autoria do desenho do produto carne passou do pecuarista para o consumidor. Pois, foi sempre o produtor que definia que tipo de animal, de que forma e em quanto tempo ele o produziria. Com a aplicação das regras do marketing inteligente em nosso segmento, o varejo começou a prospectar as preferências do comprador identificando em que dia, que tipo de carne, para qual preço seria consumido conforme a época do ano e a região do País. Assim, temos hoje dezenas de cortes. Na composição da gôndola alterna-se o bife que a dona de casa compra durante a semana com a picanha que o marido adquire para celebrar o churrasco do final da semana. Observem as ofertas ao longo da semana!

Alguns anos depois ampliamos a visão de dentro da porteira para outros aspectos que interferem na tecnologia e na rentabilidade da produção bovina. Criamos a metáfora “integrar para crescer”. Esse slogan passou a ser âncora de eventos do conhecimento e até ganhou um programa na TV. Trata-se de colocar o negócio do produtor n...

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