Caindo na Braquiária

Viagem ao “Novíssimo Mundo”

Caindo

Alexandre Zadra - Zootecnista
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Foram 22 cansativas e extenuantes horas de voo para enfim desembarcar na Nova Zelândia, terra do kiwi e constituída de duas ilhas principais com seus 4,4 milhões de habitantes, cuja população é formada aproximadamente por 86% de descendência europeia e 14% Maori, nativos que primeiro se instalaram na ilha trazendo os costumes polinésios.

A fim de aprender um pouco sobre a rica cultura Maori, povo com fenótipo próprio, facilmente identificável pela forte estrutura óssea e cor morena, aluguei um carro com direção do lado direito e rumei à turística e bonita capital Auckland - na “contra-mão” - por 300 km até Rotorua, cidade que abriga uma intensa atividade geotermal e piscinas de lama fervente, além de um parque que centraliza costumes do povo Maori e também abriga diversos gêiseres para observação.

Durante nosso trajeto, tive a oportunidade de fazer diversas paradas de carro para ver um pouco da pecuária da ilha Norte, onde observamos, por vezes, 300 a 400 vacas Holandesas ou Jersolandas no mesmo pasto, formado por forragens de verão e não raro por leguminosas consorciadas. As vacas são transferidas de piquetes diariamente, sendo as divisões feitas por uma simples fita eletrificada. Pudemos também verificar que são adeptos da irrigação dos piquetes com chorume na saída dos animais, mantendo, assim, um nível de produção de forragem altíssimo.

Já no gado de corte, encontramos propriedades, em sua maioria, com raças inglesas como o Hereford, Angus, cruzados Hereford-Angus, British White e Belted Galloways, sendo grandes produtores de carne de alta maciez a pasto. Assim que voltamos para Auckland, comecei a notar nos cardápios dos resta...

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