Sobrevoando

Feiras

Toninho Carancho
carancho@revistaag.com.br

Estava sobrevoando por aí nesses dias e conversei com dois amigos criadores de gado. Um deles trabalha com genética, vende touros e faz gado gordo de qualidade e vende para programas de carne de raça. O outro é, em grande parte, um terminador (invernista) e tem alguma coisa de gado de cria, mas a maior parte são bois para terminação, comprados no mercado.

A conversa foi se concentrando no tema das exportações de gado vivo, tema recorrente nestes últimos tempos. O vendedor de touros está achando que o ano vai ser bom para ele, pois acha que terá mais gente interessada em comprar touros, reter matrizes e fazer bezerros que agora se encontram mais valorizados. Já o terminador está achando que terá cada vez mais dificuldade de achar bois magros com valor compatível para fazer a engorda.

Estamos vivendo uma situação nova, na qual os valores do gado magro que vão para o navio estão descolados (acima) do valor do boi gordo que não vai viajar e isso gera algumas distorções e situações inesperadas. Como comprar um boi magro pelo valor de R$ 6,50 o quilo vivo e vender por R$ 5,00 e ter lucro? A conta é difícil de fechar.

Falamos também das feiras de bezerros que acontecem agora nos meses de março, abril e até maio. O que será delas? Será que terão animais machos europeus ou cruzados para vender? Vão ficar só os azebuados e as fêmeas? E o preço da fêmea jovem vai subir? Os terminadores confinadores vão usar mais as fêmeas cruzadas para o engorde, já que os machos irão para a Turquia? O que serão das feiras de outono nos estados do Sul? Já faz algum tempo as feiras têm aumentado a oferta de bezerros inteiros, coisa que tempos atrás nem era permitido. Acredito que neste ano ninguém mais vai castrar e também não vão levar nas feiras. Para quê? O navio paga melhor, não cobra frete nem comissão de venda, não exige papelada e paga à vista. A n...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!