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Mulheres aumentam cada vez mais a participação no mercado de trabalho e apontam a maternidade como um desafio a ser superado

Adilson Rodrigues
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Há um bom tempo é possível afirmar que o lugar da mulher é cada vez mais longe da cozinha, principalmente quando falamos do agronegócio. É o que aponta recente levantamento encomendado pela Associação Brasileira de Agronegócio (Abag).

O trabalho foi realizado pela Ipeso, instituto de pesquisa que entrevistou 862 mulheres residentes em todos os estados da Federação. O resultado trouxe dados interessantes, especialmente em relação ao perfil gestor apresentado pelas atuais mulheres do agro.

De acordo com a amostragem, elas demonstram ser versáteis para transitar do campo para a cidade com o mesmo entusiasmo com que tentam conciliar carreira e família. O estudo também identifica, segundo os idealizadores, uma grande fome por conhecimento.

Buscam cursos de gestão e finanças a fim de assegurar a saúde financeira da propriedade rural. Pesquisas de outras associações revelam que uma a cada três fazendas tem uma mulher em cargo de comando, corroborando o levantamento da Ipeso.

Entre as estatísticas geradas, destaca- se que 49,5% das entrevistadas atuam em propriedades classificadas como minifúndio, 26,1% estão em pequenas propriedades, 13,5% em médias e 10,9% em grandes fazendas.

Por tipo de atividade, 73,1% trabalham dentro das fazendas, 13,9% nos elos da cadeia produtiva após a fazenda e 13% “antes da porteira”. Em relação ao perfil de atuação, 73% trabalham nas atividades dentro do estabelecimento.

Outras 3,7% atuam em cooperativas, 3,4% operam na área de insumos, 3% são fornecedoras de produtos ou s...

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