Logística Reversa

Destinação de embalagens preocupa

Logística

Considerando os 218 milhões de cabeças bovinas, é possível dizer que apenas a vacinação aftosa gera em torno de 7,8 milhões de frascos vazios

Erika Verônica Casarin Hlawnsky

O consumo de embalagens na linha veterinária não se trata de consumo para a satisfação e, sim, uma necessidade seguida de obrigações. Repensar a sistemática de descarte do lixo é fundamental, pois, além do problema econômico, é um tema precedido por injunções sociais, políticas e culturais. A necessidade de instalar a Logística Reversa na linha veterinária já superou todos os limites, pois, em um rebanho bovino do tamanho do existente no Brasil – algo em torno de 218 milhões de cabeças, incluindo a suinocultura e a avicultura, que seguem de vento em popa e voando alto nas exportações –, o número de embalagens de medicamentos que todos esses animais gera é grande e a pergunta que não quer calar é: qual será o destino dessas embalagens? Frequentemente, não sabemos o que fazer com os frascos vazios das vacinas e endectocidas e, por diversas vezes, descartamos no lixo comum, entretanto, com a mudança de hábitos de consumo e a popularização do tema, vem à tona a necessidade de se discutir a sustentabilidade.

Um dos feitos mais significativos acerca do tema é a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei federal nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. A responsabilidade compartilhada na gestão dos resíduos sólidos foi oficializada e, portanto, o destino dado às embalagens desses produtos depois do uso é de suma importância para garantir a Saúde Única – conceito que surgiu para traduzir a união indissociável entre Saúde Animal, Saúde Humana e Saúde Ambiental.

Todos os que utilizam esses produtos são responsáveis,...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!