O Confinador

20:80

O

20% de volumoso e 80% de concentrado é uma proporção que dá certo na dieta de bovinos confinados

Juliano J. R. Fernandes, Kaique de S. Nascimento e Lorena Emily de L. M. Bomfim*

O rebanho bovino comercial do Brasil, no decorrer dos anos, aumentou exponencialmente, sendo considerado o maior do mundo. Segundo o IBGE (2016), o rebanho bovino nacional é de 218,23 milhões de cabeças, apresentando um aumento de 1,4% em comparação ao ano de 2015. Só nos primeiros três trimestres do ano de 2017 o abate de bovinos foi de 22,801 milhões de cabeças, um aumento de 2,6% em comparação aos três primeiros trimestres de 2016 (IBGE, 2018).

Desses números, uma pequena fração do abate é de bovinos que foram terminados em confinamentos. Porém, essa é uma realidade que está mudando, de acordo com Associação Nacional de Pecuária Intensiva (Assocon), o número de bovinos confinaREVISTA AG - 35 dos no Brasil já chegou a ultrapassar 4 milhões de cabeças e até 2020 pode alcançar patamares de 5 milhões de animais. Umas das possíveis causas para esse aumento é o mercado de grão no País, perspectivas positivas que vêm sondando o mercado, com safra recorde para os próximos anos.

Deve-se ressaltar que um dos principais ingredientes na dieta utilizada nos confinamentos são os grãos: milho, soja e sorgo ganham destaque, porém, de um modo geral, a soja in natura não é fornecida para os animais e sim na forma de farelo. A produção de grãos da safra 2017/2018 pode chegar a 225,6 milhões de toneladas, a safra deste ano deve ficar abaixo da safra recorde do ano anterior. Destacando a safra do milho, estima-se que pode ultrapassar 97,2 milhões de toneladas, isso se deve às condições climáticas nas duas safras do grão, como também o incremento da área ...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!