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ILPF não é para todos

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Implantar o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta pode alavancar a lucratividade da fazenda. Entretanto, há uma série de ressalvas

Erick Henrique
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Enquanto a Integração Lavoura -Pecuária (ILP) é uma tecnologia agropecuária consolidada nos quatro cantos do País, a implantação da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) ainda deixa os produtores brasileiros ressabiados sobre a sustentabilidade do sistema. Afinal de contas, essa técnica requer um investimento considerável em maquinário, mão de obra qualificada e estudo do mercado, principalmente em relação ao componente florestal, além de exigir o uso de métricas de gestão para determinar os estágios futuros do processo. Portanto, mesmo se você, leitor da Revista AG, possuir tal condição, saiba que o caminho a percorrer é longo.

Um bom exemplo é a Fazenda Brasil, localizada em Barra do Garças/MT, que apostou, em 2007, na ILP para recuperar as pastagens em áreas com baixa fertilidade, e algum tempo depois testou a inclusão da floresta no sistema. A propriedade é modelo de ILP e fonte de informação a toda região do Vale do Araguaia. Dez anos após o início dos trabalhos, a fazenda executa ILP em cerca de 3 mil hectares, o que representa três quartos da área produtiva. O sistema adotado desseca a pastagem, retira as cercas para facilitar as manobras do maquinário, corrige o solo e faz o plantio direto de soja. Quando as chuvas favorecem, é feito, na sequência, o plantio de milheto ou bracharia ruziziensis como forragem. Nos anos em que há semeadura de capim ruziziensis, animais de recria chegam a ganhar até três arrobas em três meses nesse pasto safrinha, antes de ele ser dessecado novamente para ceder lugar à soja.<...

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