Feno & Silagem

SILAGEM DE GRÃO ÚMIDO

Feno

Comparada à conservação dos grãos de cereais secos para a alimentação animal, é até 11% mais econômica

Everton Dezordi Sartori*, Danielle Dias Brutti*, Eduardo Lisbinski*, Júlio Barcellos**

Os grãos de milho, cevada e alguns cereais (trigo, aveia, sorgo) são as fontes de energia mais comumente utilizadas na produção animal. E dentre as suas inúmeras possibilidades de utilização – grão inteiro, moído, floculado – a silagem de grãos úmidos vem sendo cada vez mais empregada no Brasil, permitindo aos produtores estocar grãos em suas propriedades de uma maneira prática e econômica.

O armazenamento dos grãos na forma de silagem permite a otimização do uso da terra, uma vez que a colheita é realizada quando os grãos apresentam entre 32 e 36% de umidade, podendo assim, ser antecipada em três a quatro semanas. Adicionalmente, elimina os custos referentes a secagem, armazenamento e transporte dos grãos da propriedade até a unidade de recebimento e vice-versa. Além disso, suprime os descontos pela presença de impurezas e grão ardido e da inexistência de taxas e impostos para sua comercialização.

A tecnologia de ensilagem de grãos segue os mesmos princípios dos empregados na conservação de qualquer forrageira que for ensilada, conservando os grãos, moídos ou inteiros, com umidade, pela fermentação e redução do pH em ambiente anaeróbio – ausência de oxigênio. Nesse sentido, deve-se tomar todos os cuidados em relação a colheita, transporte, compactação, vedação e posterior descarregamento do silo.

Etapas do processo

O planejamento para a produção de uma boa silagem é o primeiro passo para alcançar resultados satisfatórios. As etapas envolvidas no processamento do grão úmido envolvem t...

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