Nutrição

SILOBAG

Nutrição

Tecnologia é utilizada na conservação de alimento e ganha espaço na pecuária brasileira

Flávio Claras de Souza*

Com o lançamentos de novos projetos de embutidoras, maiores e mais velozes, os silobags ampliam a atuação no Brasil e passam a atender um novo nicho de mercado: a produção e conservação de alimento de alta qualidade, produzidos em larga escala e voltados à pecuária de corte, leite, suinocultura e também a projetos de produção de silagem destinada à comercialização, cuja demanda cresce anualmente.

Criado na Alemanha, no final da década de 1970, para produzir silagens de grãos úmidos, esse sistema foi adotado por países como EUA, Canadá, Argentina e Uruguai. Devido às características de anaerobiose do ambiente, o silobolsa passou a ser utilizado também na produção de silagem volumosa nesses países, reduzindo drasticamente os índices de perda dos materiais ensilados.

Desenhado e consolidado na alimentação animal e responsável por confeccionar metade da produção de silagem do País, no final dos anos 1990, os produtores de grãos argentinos iniciaram os primeiros testes da tecnologia, utilizando as bolsas para armazenar grãos secos com finalidade comercial. Os resultados positivos desses trabalhos iniciais tornaram a bolsa uma excelente alternativa para driblar a deficiência no transporte e na armazenagem da produção agrícola argentina, onde, hoje, praticamente 100% da soja produzida passa em algum momento pela bolsa, e, em alguns casos, o produto chega a ser embolsado duas vezes. Embala-se na lavoura, no momento da colheita e, posteriormente, na indústria ou armazém comprador.

Presente no Brasil desde esse período, os silobolsas andaram na contramão do comportamento do mercado mundial, destacando-se, ...

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