Entrevista do Mês

Pecuária do bem!

Entrevista

Segundo dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), as pastagens ocupam 19,7% de todo território nacional, enquanto 61% ainda são mata nativa. Agora, é preciso fazer melhor uso de tais informações para que não circulem apenas dentro do setor. Também falta enfrentar a burocracia dentro dos órgãos ambientais. Quem fala mais sobre esses e outros assuntos é a advogada Samanta Pineda, especialista em legislação ambiental.

Adilson Rodrigues
adilson@revistaag.com.br

Revista AG – A pecuária brasileira caminha rumo à profissionalização. De que maneira avalia esse processo?

Samanta Pineda – Entendo como uma evolução natural, mas este “natural” não pode ser entendido como fácil. O produtor brasileiro é muito persistente, apaixonado, engajado e criativo. Enfrenta a falta de uma política agrícola estável e de crédito, a baixa renda, a instabilidade econômica e política, a precariedade de estradas ou de qualquer sistema logístico adequado. Ainda assim, vem se desenvolvendo muito e, o mais importante, cresce de forma sustentável, aumentando a produtividade e diminuindo a área ocupada, incorporando tecnologias e inovações. Um bom exemplo é o crescimento da integração lavoura-pecuária-floresta.

Revista AG – Entretanto, alguns desafios ainda precisam ser superados, concorda?

Samanta Pineda – São diversos os desafios. Muitos deles passam pela política, e nosso País está enfrentando essa turbulência, absolutamente necessária, mas que, infelizmente, tem impedido os avanços urgentes no setor. Não podemos deixar de reconhecer que a reforma trabalhista e a normatização da terceirização vão ajudar muito, mas é preciso falar de logística de forma...

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