Caindo na Braquiária

Stayability... por que é importante?

Caindo

Em Dezembro de 2000, Lee Leach-man, renomado selecionador de Angus da terra Yankee e criador do programa de composto Montana, escreveu um belíssimo artigo sobre stayability na revista Beef Magazine, o qual peço licença no sentido de usar alguns conceitos ali descritos.

Assim que Rob Wills, meu guia na viagem pela terra dos highlanders e grande difusor da genética britânica pelo mundo, parou em frente à placa indicando o sentido da cidade de Angus, me senti realizando o sonho de ver a raça Aberdeen Angus na sua essência. Naquele 4 de agosto de 2004, estava ansioso para conhecer o único rebanho original de Angus da Escócia (Native Angus).

Tão logo chegamos no Dunloise Angus, Geordie Soutar, proprietário, nos convidou a andar pela pequena mas bem cuidada propriedade, a fim de ter contato com seu rebanho.

Foi muito prazeroso tocar suas vacas, muitas delas, com mais de 20 anos de idade, batiam na minha cintura e, em sua maioria, da tradicional família Erica. A grande parte delas prenhes com bezerro ao pé, sendo sinônimo de fertilidade e longevidade.

O resultado dessa visita foi a boa amizade que cultivei com a família Soutar, além da importação de sêmen do excelente Excalibur of Dunloise, um touro Angus Original, que deixou grandes animais no Brasil.

Pensando em longevidade, nos vem à cabeça a palavra stayability, conceito criado por pesquisadores da Universidade do Colorado em 1990, referindo-se à probabilidade de a fêmea permanecer no rebanho até os seis anos de idade, logicamente produzindo um bezerro por ano.

Extrapolando o conceito para nosso rebanho zebuíno, nossos melhoristas adaptaram o mesmo, sendo definido que a fêmea tem que produzir três crias até os 76 meses de idade, configurando-se, ...

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