Feno & Silagem

FENO NA CRIA

Feno

Júlio Barcellos*, Juliana Hoerbe**, Maria Eugênia A. Canozzi***, Tamara Esteves de Oliveira***

A utilização do feno como estratégia de suplementação alimentar em gado de corte está consolidada, por se tratar de um alimento volumoso, em geral confeccionado a partir de palhas ou restos de cultivos agrícolas, tendo grande aproveitamento por animais com alta capacidade de função ruminal. Assim, as vacas de cria reúnem o principal potencial para o uso do feno, pois são animais com um calendário de exigências nutricionais bem estabelecido dentro do sistema de produção. No ciclo produtivo, o período pós-desmama e o início do pré-parto são reconhecidamente aqueles em que a vaca prenhe pode aproveitar alimentos de baixa qualidade, como é o caso do feno. Com isso, o feno de palhas pode ser uma técnica muito útil nos sistemas de produção de bezerros. Nesses sistemas, o emprego do feno pode ser indicado em situações de diminuição na disponibilidade dos pastos, como secas de outono, em casos nos quais as pastagens de melhor qualidade são priorizadas para outras categorias do rebanho ou ainda em situações de aumento na lotação para intensificar a cria. Além dessas situações, o feno pode ser um insumo de rotina do sistema, simplesmente para assegurar a condição corporal das vacas até o momento do parto ou como uma estratégia de manejo para concentrar as vacas em um piquete maternidade, o que facilita os cuidados na parição. A concentração de animais – aumento da lotação – em uma área da fazenda resulta em uma diminuição de carga em outros piquetes, o que permite o crescimento dos pastos à espera das vacas no pós-parto. Isso, tem efeitos importantes na prenhez subsequente e na produtividade do sistema (Quadro 1).

Quadro 1 - Situações práticas d...

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