Escolha do Leitor

NELORE MYO

Escolha

O zebuíno com a dupla musculatura do Belgian Blue e um rendimento de carcaça que supera os 60%

Rodrigo Alonso*

O gene da miostatina é um dos principais responsáveis pelo controle do crescimento muscular em diversas espécies, como cães, ovinos, suínos e peixes. Há, inclusive, relatos de casos em humanos em que o polimorfismo do gene está relacionado com maior desenvolvimento muscular. Nos bovinos, essa característica já foi descrita há muitos anos em raças que apresentam a característica de dupla musculatura, como o Piemontês, Charolês, Limousin, Marchigiana, Senepol e Belgian Blue.

No Brasil, 80% do rebanho é representado por animais de origem zebuína, como o Nelore, que possuem maior rusticidade e adaptabilidade ao clima e ao sistema de manejo extensivo adotado na maior parte do país, o que justifizca sua preponderância às raças taurinas. Apesar das diversas vantagens apresentadas pelas raças de corte zebuínas, existem características produtivas e com grande efeito econômico que se destacam nas raças taurinas, como precocidade sexual, acabamento e rendimento de carcaça.

O rendimento de carcaça é representado pela proporção de peso da carcaça (carne e ossos) em relação ao peso vivo do animal. Esse é o valor utilizado pelos frigoríficos para a remuneração do pecuarista no abate. Animais da raça Nelore apresentam variação de 50% a 55% de rendimento de carcaça, enquanto que as raças com a variante no gene da miostatina atingem até 70%.

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