Entrevista do Mês

Nada nas Mãos

Entrevista

Quando o manejo dá errado é porque o manejador faz algo de forma incorreta. Bovinos são previsíveis, mas é necessário fazer a “leitura”. Se não faz ideia de nada disso, conheça na Revista AG o manejo “Nada das Mãos”, sob o olhar penetrante da médica-veterinária Adriane Lermen Zart.

Adilson Rodrigues adilson@revistaag.com.br

Revista AG - Onde nasceu o manejo “Nada nas Mãos”?

Adriane Lermen Zart - O médico-veterinário dr. Paulo Loureiro, que hoje mora nos Estados Unidos, é precursor na divulgação desta técnica. Na propriedade da família e nas dos clientes dele, já trabalhava com gado com as mãos limpas. De forma intuitiva, praticava boa parte dos princípios que regem a técnica. Quando mudou-se para os EUA conheceu o dr. Tom Noffsinger, médico-veterinário que atendia confinamentos nas áreas de manejo e sanidade, com quem aprendeu o conceito. Dr. Tom, por sua vez, foi aprendiz de um cowboy americano chamado Bud Williams. O principal mérito de Tom foi relacionar essa forma de manejo à saúde animal. O manejo “Nada nas mãos”, na verdade, é bem instintivo e, no Brasil, muita gente o pratica sem saber.

Revista AG - E quando você começou a disseminar a técnica no Brasil?

Adriane Zart - Eu me formei em Medicina Veterinária e fui trabalhar com reprodução. Tinha grande dificuldade para lidar com Nelore e achava um absurdo a maneria com que a raça era manejada. Mas como eu ainda não sabia “me comunicar” com esses animais eu me machucava muito, a ponto de achar que iria morrer a qualquer hora. Então, parei de tentar outras formas de manejo. Vivia em um dilema, pois sabia que estava fazendo errado, mas sem saber como melhorar. Até que me s...

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