Do Pasto ao Prato

CRIE, CRUZE E NÃO FAÇA CARETA

Do

Fernando Velloso é médico-veterinário e sócio-proprietário da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha – www.assessoriaagropecuaria.com.br –

O cruzamento entre raças é uma das técnicas mais testadas, pesquisadas e comprovadas em pecuária de corte. A decisão de cruzar diferentes raças pode impactar grandemente o desempenho dos animais, aumentar a produtividade e rentabilidade das fazendas. E qual a melhor parte? Sem custos, ou como dizem os americanos: o cruzamento é almoço grátis da pecuária.

Do

É aceitável dizer que a heterose resultante do cruzamento entre zebuínos e taurinos pode elevar em até 10 a 15% o peso do desmame. Da mesma forma, pode-se esperar aumento no peso do desmame da ordem de 20 a 25% quando combinamos o cruzamento e o uso de uma matriz cruzada, pois se soma a heterose individual à heterose materna, com elevação da fertilidade (taxa de concepção), produção de leite, etc. O campo e os trabalhos de pesquisa já demonstraram esses resultados repetidas vezes.

Os ganhos produtivos obtidos nos programas de cruzamento são resultado do “vigor híbrido” dos produtos de cruzamento, também chamado de heterose. Também entendida pela superioridade dos produtos cruzados em relação ao desempenho dos pais. Essa heterose se expressa com maior magnitude quanto mais distante forem geneticamente as raças envolvidas. O exemplo que melhor explica essa situação é o cruzamento de zebuínos (Bos Indicus - Nelore, Guzerá, etc) com raças europeias, também chamadas de taurinas (Bos Taurus - Angus, Hereford, Charolês, etc.). Nas raças europei...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!