Na Varanda

“Ovo fraco” Como aprender com os erros do vizinho?

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Francisco Vila é economista e consultor internacional prismapec@gmail.com

Ovo fraco”? Não era “Carne fraca”? Pois é! O mundo não está limitado ao universo brasileiro; lá fora também ocorrem falcatruas. Assim, podemos analisar como outras culturas tratam essas ocorrências. E como já repetimos diversas vezes, um produtor inteligente aprende com os erros do vizinho.

Primeiro, um olhar no retrovisor para recordar a curva de febre do caso da “Carne fraca”. A forma como foi conduzida, a maneira como reagimos e os resultados dos recentes choques na produção da carne ensinaram que da próxima vez devemos agir de modo diferente. Tanto a ação das autoridades - ao levantar a questão do comportamento incorreto de funcionários de indústrias e de agentes públicos - como o tratamento pela imprensa, e ainda, a histeria que se instalou no setor, mostraram imaturidade maior do que os fatos concretos justificaram.

Provavelmente, lembramos o pequeno escândalo que se seguiu após a descoberta de que pecuaristas irlandeses venderam carne de cavalo como carne de boi. Nada contra uma ou outra forma de proteína animal, mas, em um mercado maduro, é preciso fornecer o que se promete. Os responsáveis foram punidos e a vida seguiu normalmente. Tudo isso dentro de pouco tempo.

Agora, um novo escândalo, mais virtual-midiático do que real, abalou, por alguns dias, a vida do consumidor europeu. Trata-se do uso do inseticida Fibronil na produção de ovos além do limite estabelecido pelas normas da sanidade pública. Esse defensivo é aplicado no combate aos parasitas nas granjas, nomeadamente na Holanda. Convém recordar que aquela região é a principal fornecedora de ovos para 12 dos 28 países que formam a União Euro...

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