Sala de Ordenha

Queda do preço e aumento dos custos

A pesar do clima seco em regiões produtoras, o milho e o farelo de soja mais baratos, comparativamente com 2016, e o fornecimento de silagem mantêm a produção em alta.

Esse quadro, somado à demanda fraca na ponta final da cadeia e aos estoques maiores no mercado interno, por exemplo, de leite em pó e queijos, pressionam negativamente as cotações em todos os elos da cadeia.

Figura 1 - Cotação média nacional ponderada do leite ao produtor - em R$/litro, valores nominais

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Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br

No varejo, as promoções de leite longa vida e de outros produtos lácteos ajudam, em parte, a escoar a produção e a diminuir os estoques, mas reduzem a margem dos supermercados, que, por sua vez, pressionam as cotações no atacado, repassando as quedas para o produtor de leite.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no pagamento de agosto, referente ao leite entregue em julho, houve queda de 2,5% em relação ao pagamento anterior.

Foi o maior recuo registrado desde junho, quando o preço ao produtor começou a cair.

A média dos dezoito estados pesquisados ficou em R$ 1,127 por litro, 8,6% menos na comparação com igual período do ano passado. Veja a figura 1.

Com relação à produção, em julho o incremento do volume médio nacional captado foi de 3,1% em relação a junho.

Em agosto, os dados parciais apontam para aumento de 1,9% na produção brasileira em relação a julho.

Para o pagamento de outubro, a tendência é de queda nos preços do leite ao produtor em todas as regiões, com exceção do Nordeste, onde o mercado sinaliza estabilidade em curto prazo.

Nas Regiões Sul e Sudeste, aumentou o número de laticínios apontando para a manutenção do...

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