Raça do Mês

UM BOM NEGÓCIO EM QUALQUER TEMPO

Raça

Angus é um sucesso que vem sendo comprovado na prática nos campos brasileiros

Carol Jardine

Em tempos de crise, manter a produção lucrativa exige investimentos certeiros e alta eficiência. Em se tratando de pecuária, essa fórmula resume-se a precocidade, fertilidade e alto valor agregado, três das características mais marcantes do gado Angus. Qualidades que fazem o rebanho crescer ano a ano graças a um desempenho diferenciado dentro da porteira que garante maior índice de conversão de carne premium por real investido. “O Angus é rentável em diferentes cenários. É lucrativo porque torna a pecuária um empreendimento de ciclo mais curto, com mais eficiência e grande liquidez”, ressalta o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber, reeleito para gerir a raça até 2018.

Para se ter uma ideia dos ganhos em jogo, é importante levar em conta alguns números relacionados à precocidade. Com Angus, um terneiro pode ser abatido com carcaça terminada com acabamento de gordura e marmoreio ideal entre 14 e 24 meses, o que se reflete em excelência de maciez. Dentro da porteira, o que chama a atenção é a habilidade materna das fêmeas, com parição de terneiros pequenos, sem problemas de parto - o que reduz o índice de mortalidade ao nascer -, e excelente desenvolvimento, graças ao equilíbrio na produção de leite que caracteriza a raça. Boas mães, as fêmeas Angus dão, em média, uma cria ao ano, terneiro que, com apenas seis meses, podem ser desmamado com 50% do peso adulto da mãe. Além disso, são precoces no ingresso na estação reprodutiva, podendo emprenhar a partir dos 14 meses e deixar de cinco a seis descentes no rebanho com facilidade.

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