Nutrição

TRIGO SEM ARISTAS

Nutrição

Cultivar é um novo conceito em produção de volumoso conservado

Éderson Luís Henz*

A terminação de bovinos confinamento ou mesmo a pecuária leiteira tem por objetivo, principalmente, rapidez na comercialização e produção de carcaças e leite com melhores qualidades. Além disso, proporciona aumento na taxa de desfrute do rebanho reduzindo a ociosidade dos frigoríficos e laticínios na entressafra, maior giro de capital e melhor aproveitamento das áreas.

Durante o inverno, áreas extensas anteriormente ocupadas por soja e milho acabam ficando ociosas. Assim, a ocupação dessas áreas com cereais de inverno com vista à produção de alimentos conservados possibilita o uso racional do solo, produzindo um volumoso com boa qualidade, além de reduzir a concorrência com áreas de verão para produção de silagem e présecado. Outro fator é a instabilidade climática no inverno, que pode causar danos na produção de milho safrinha, tornando o trigo uma opção segura.

Os frequentes aumentos nos preços de grãos de cereais utilizados na alimentação dos animais domésticos têm despertado interesses pelo aproveitamento de alimentos conhecidos como “não convencionais”. Nesse contexto, uma cultivar de trigo surgiu para suprir essa demanda de alimento conservado em meses com incidência de baixas temperaturas, contribuindo como ótima fonte de proteína e energia, associado à alta digestibilidade, convertendo em leite ou carne.

Trata-se de um material de ciclo médio com alta produção de biomassa (25 a 30 t/ha de MV), o que, para cereais de inverno, é uma excelente produção, contemplado de um bom pacote fitossanitário, apresentando boa sanidade aérea, além de boa resistência ao acamamento, sobretudo, facilitando seu manejo atribuído ao bom nível de tolerânci...

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