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JBS trabalha a 10% da capacidade. Esteja preparado para qualquer cenário

Adilson Rodrigues
adilson@revistaag.com.br

O ano de 2017 tem sido desafiador para o pecuarista. Primeiro, a Operação Carne Fraca colocou em xeque a credibilidade da carne bovina entre os importadores e logo em seguida a delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista provocaram o derretimento da cotação do boi gordo, de algo em torno de R$ 150,00 para R$ 124,00, considerando apenas São Paulo.

O Grupo JF, controlador do frigorífico, é investigado em quatro linhas diferentes, sem a perspectiva de que escape ileso em nenhuma delas. Como reflexo do escândalo, a alta cúpula da companhia desfaz-se de ativos importantes, de modo a fazer caixa. Fato é que ninguém arrisca previsões mais sólidas sobre o futuro da indústria frigorífica no Brasil.

Por outro lado, a Revista AG apurou junto a analistas e consultores que o frigorífico não fecha as portas. “De uma hora para outra, o JBS passou a operar somente com 10% da capacidade. Tomou o solavanco, mas desaparecer é difícil. E mesmo que acontecesse, não seria do dia para noite”, alerta Sérgio De Zen, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/ USP).

Até o momento do escândalo, o JBS pagava o pecuarista à vista. Agora, só a prazo, o que alimenta o medo de calote. “A empresa tinha um mecanismo de capitalização de recursos via banco que a possibilitava quitar à vista. E por controlar todo o processo, inclusive a exportação, tinha risco zero nessa operação. De uma hora para outra, perdeu tudo isso”, explica De Zen.

Então é chegada a hora de projetar cenários. “Ninguém espera que um avião caia, mas todos devem saber dos procedimentos e das saídas de eme...

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