Raça do Mês

WAGYU VERTICALIZADO

Raça

Criadores do taurino de origem japonesa buscam novas estratégias para garantir lucratividade

Erick Henrique erick@revistaag.com.br

Durante tempos incertos na economia, como os atuais, quem sai na frente nos negócios é o pecuarista que não se acomoda com a situação e, portanto, tenta reagir para não ser simplesmente conduzido na direção que o mercado determina. E uma estratégia que os criadores do gado nipônico estão buscando é verticalizar a produção de carne, para garantir a independência de terceiros, maiores lucros, autonomia no processo e domínio total sobre a produção. Como no caso da Agropecuária Noma, do município de Mandaguaçu/PR, onde o pecuarista João Noma lançou, em 2014, sua marca de carnes da raça Wagyu, visando estreitar os laços com o consumidor final, bem como favorecer seus rendimentos.

Entramos no mercado de carnes premium há três anos com o lançamento da nossa marca, prezando sempre pela qualidade, abatendo animais relativamente jovens, com o grau de marmoreiro variando de 4 a 10 (Tabela Associação Wagyu). Ainda dentro da qualidade da marca Wagyu Prime Beef Noma, nossos animais seis dentes são certificados pela ABCWagyu como puros. Nossa carne está sendo comercializada na região de Maringá/PR, em restaurantes e casas de carnes. Atualmente, o quilo de contrafilé Wagyu Prime Beef Noma está saindo por R$ 243,00. Nós temos a meta de abater quatro animais mensais. Além disso, estamos buscando parcerias com criadores para produzir bezerros para fazenda”, diz o gestor da Noma Agropecuária, João Paulo Garcia.

Segundo ele, a propriedade disponibiliza o embrião e a doadora, depois compram os terneiros desmamados, com uma bonificação a mais sobre a arroba do boi no dia da aquisição. “Nesse ...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!