Caprinovinocultura

Queijo com grife

Caprinovinocultura

Atentos a um nicho de consumo com demanda crescente, produtores investem na fabricação de queijo de cabra e conquistam diferencial competitivo no mercado

Denise Saueressig
denise@revistaag.com.br

Atividade presente em todas as regiões do País, a caprinocultura tem como uma das suas características os diferentes nichos de mercado. Além da produção da carne e do leite, existe um interessante potencial para o consumo de alimentos com maior valor agregado, como o queijo, o iogurte e até o sorvete.

De olho nas possibilidades dessa demanda, criadores vêm investindo para conquistar o paladar de consumidores exigentes. Em São Paulo, na região da Serra da Mantiqueira, a produtora Heloisa Collins profissionalizou a atividade que inicialmente era artesanal. Ainda na década de 1970, quando adquiriu sua propriedade em Joanópolis, a então professora universitária aproveitava as horas vagas para estudar sobre o processamento de queijos. Parte dos insumos era importada para a fabricação das peças, que eram servidas a amigos e familiares. Ela conta que a relação com a caprinocultura é antiga, já que seus bisavós eram criadores de cabras leiteiras no arquipélago dos Açores, em Portugal.

Em 2005, Heloisa resolveu fazer um curso de especialização em ovinos e caprinos na Unifeob, em São João da Boa Vista/SP. “Comecei com um rebanho pequeno e, aos poucos, conheci outros criadores e tive acesso a bons animais”, recorda.

Oficialmente, o Capril do Bosque foi criado em 2010, com o funcionamento da sala de ordenha, da queijaria e de um restaurante. Hoje, o plantel conta com 80 animais entre jovens e adultos da raça Saanen, que tem origem na Suíça. A produtividade de cada fêmea em lactação varia entre 2,5 e 3 ...

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