Na Varanda

Será o produtor do boi um eficiente industrial de carne?

Francisco Vila

Na

é economista e consultor internacional prismapec@gmail.com

E m uma recente coluna filosofamos sobre o papel que as cooperativas podem assumir no reordamento político-econômico-social do nosso mundo em profunda transformação. Com o súbito debate sobre a perspectiva de formar cooperativas de pecuaristas para assumir as plantas frigoríficas do grupo JBS, temos agora outro motivo para discutir sobre o que as cooperativas conseguem contribuir para a modernização da bovinocultura. Para já adianto minha conclusão final, usando uma metáfora da música erudita: "Alegro, ma non tropo", ou seja, um movimento moderadamente rápido. Em nosso caso, com enfoque em "moderadamente".

Sabemos que costuma ser muito arriscado agir de maneira impulsiva a uma necessidade ou oportunidade repentina. A situação extremamente complexa do JBS exige um processo bem pensado que realmente deve unir produtores bovinos em torno da ideia de criar novas formas mais ágeis de cooperação na cadeia da carne, no entanto, não necessariamente como donos das plantas. Entretanto, vamos por partes, listando algumas observações que possam ajudar a entender melhor as ramificações múltiplas da ideia que está sendo debatida na imprensa.

Na Alemanha, quase 100% dos produtores rurais fazem parte de uma ou várias cooperativas. Assim, é difícil entender como o Brasil reúne apenas 20% dos seus 5 milhões de agricultores, pecuaristas, horti e vinicultores em arranjos associativos que comprovadamente geram economias externas. Pois, cooperativas reduzem custos e riscos do fazendeiro. Juntos, os pecuaristas certamente seriam mais fortes do que cada um por si. Precisamos tentar desvendar ...

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