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"GERAR" resultados

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O coordenador de Serviços Técnicos-Bovinos da Zoetis, Izaias Claro Junior, apresenta a proposta do Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho (Gerar)

"Já na próxima estação de monta, esperamos ultrapassar um milhão de dados recebidos de IAFF e TETF em um úncio ano"

Revista AG - O Gerar completou dez anos. Qual balanço a empresa faz desse período?

Izaías Junior - Com a inclusão dos números da última estação de monta (2015/2016), somente o Gerar Corte contabiliza um banco de dados com mais de três milhões de protocolos de IATF/TETF coletados pelos técnicos ao longo de uma década. No total, o Gerar contabilizou 824.486 inseminações artificiais em tempo fixo (IATF) na última estação de monta, realizadas em 1.234 propriedades de todas as regiões do Brasil, além de Paraguai, Bolívia e Uruguai. Esse montante de IATF representou um crescimento de quase 21% sobre os dados de inseminações recebidos pelo grupo na estação de monta anterior (682.656). Considerando o número geral de inseminações, a taxa de prenhez média na estação de monta 2015/2016 alcançou 51,6%, perfazendo um total de 425.619 vacas gestantes. Em transferência de embrião em tempo fixo (TETF), o Gerar registrou o envio de 19.558 protocolos na última estação, total cinco vezes superior aos dados computados na temporada anterior. A soma dos dados de IATF e TETF resultou em 844.044 sincronizações contabilizadas na estação de monta 2015/2016.

Revista AG - É possível então dizer que o programa ajudou a colaborar com o avanço da IATF no Brasil, afinal, o que não é medido não é melhorado?

Izaías Junior - Com certeza. O Gerar foi criado em 2006 e começou a coletar os dados de campo no ano seguinte. De lá para cá, o número de fazendas participantes saltou de 73 para 1.234 propriedades, em 2016. Nesse mesmo período, o Grupo elevou a sua base de técnicos de 40 para 250. A partir de 2014, com o avanço do uso da técnica de IATF e a multiplicação de profissionais na área de reprodução, o Gerar, que até então promovia um encontro de técnicos por ano, passou a realizar sete reuniões anuais. Essa decisão contribuiu para expandir consideravelmente a base de dados coletados e ajudar os pecuaristas do País a melhorar os resultados finais.

Revista AG - Nesse período de dez anos, quanto cresceu o número de vacas inseminadas e quanto evoluiu a taxa de prenhez registrada nos protocolos da empresa?

Izaías Junior - Da estação de monta 2007/2008 para 2015/2016, a taxa média de prenhez à primeira IATF saiu do patamar de 48,2% para quase 52%. Trata-se de avanço bastante significativo, pois é preciso considerar que, nesse período de dez anos, o número de matrizes inseminadas saltou de 36.148, em 2007, para 824.486, segundo os dados da última estação de monta.

Revista AG - Qual seria a média ideal para um ótimo retorno sobre o investimento? Creio que não necessariamente seja preciso atingir os 90%?

Izaías Junior - Não existe um número exato, mas precisamos pensar que, quando temos poucas vacas gestantes ao final da estação de monta, acabamos tendo que fazer descarte involuntário das matrizes que não emprenharam, independentemente da qualidade. Quando temos uma alta taxa de prenhez e precisamos descartar matrizes, conseguimos fazer uma seleção melhor.

Revista AG - Qual tem sido a principal dificuldade do pecuarista para alcançar os resultados desejados?

Izaías Junior - Enxergar a IATF apenas como uma ferramenta só de "emprenhar vacas" e não como uma estratégia para melhorar a produtividade da fazenda. Os resultados são reais e têm colaborado fortemente para o aumento da produtividade. Quem quiser ver na prática, pode entrar em contato com a Zoetis, pois nossos técnicos estão capacitados para atender o produtor.

Revista AG - Talvez um ponto crucial seja em relação à nutrição adequada das vacas?

Izaías Junior - Sem dúvidas. Animais com baixo escore de condição corporal (ECC) têm menos chances de emprenhar na IATF. É muito comum isso acontecer nas vacas primíparas, o que leva vários pecuaristas a acreditarem que a técnica "não funciona" nessa categoria, o que não é verdade. De modo geral, o problema das vacas primíparas é o baixo ECC, oriundo de nutrição ou manejo inadequados.

Revista AG - Normalmente, quais têm sido os ajustes propostos pelo pós-venda da Zoetis?

Izaías Junior - No pós-venda, fazemos o acompanhamento com suporte técnico como, por exemplo, treinamentos e visitas periódicas, para que os resultados sejam os melhores possíveis. Também contribuímos para as análises dos dados. Fora isso, a nossa orientação é que os pecuaristas façam um bom planejamento.

Revista AG - Qual a expectativa para a IATF, no Brasil, nos próximos anos?

Izaías Junior - A IATF já é um dos procedimentos mais utilizados no País, mas ainda não alcança mais do que 10% do rebanho de matrizes brasileiro. Já na próxima estação de monta, esperamos ultrapassar a casa de um milhão de dados recebidos de IATF e TETF em um único ano.