Caindo na Braquiária

Fundo de maternidade

Caindo

Já era tardezinha e os últimos raios de sol do inverno iluminavam as pranchas de itaúba da curralama do Valdir. A cena sintetizava a boa energia que ali vivenciávamos. Dentre tantos assuntos por nós discutidos, naquela reunião no tablado do curral, um que gerou boa prosa foi a questão da perda embrionária entre o diagnóstico de gestação e a parição, o conhecido "fundo de maternidade".

É unanimidade entre os produtores de bezerro que a perda de prenhezes é grande desde o momento do diagnóstico até a parição. O próprio Valdir, após pegar seu caderno de anotações do curral, nos mostra que perdera na última estação de nascimento 7% das prenhezes que haviam se confirmado ao final da estação de monta.

Como de costume, fui inquirido pelo incauto pecuarista sobre os motivos que ocasionavam tal perda e o que precisava fazer para definitivamente obliterar tal prejuízo de sua fazenda.

"Valdir, tenho estudado um pouco sobre esse assunto que vem assustando os clientes, que outrora não faziam diagnóstico de gestação (DG), portanto, não tinham consciência do seu fundo de maternidade e que agora, com a IATF, realizam o DG, tendo ciência das perdas até o nascimento", afirmei ao produtor.

Alguns dos mais renomados pesquisadores na área de reprodução como o professor Zequinha, de Botucatu/SP, estudaram o tema a fundo, com experimentos em fazendas diversas, chegando à conclusão de que os níveis aceitáveis de fundo de maternidade devem ser de, no máximo, 6%, podendo essa perda ser causada por diversos fatores, tais como doenças infecciosas, como IBR, BVD e leptospirose, devendo ser vacinadas principalmente as novilhas que não apresentam imunidade às mesmas, assim como as multíparas, não deixando de ser importante a vacin...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!