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Curso Internacional destaca os avanços da funcionalidade do PampaPlus

A 9ª edição do curso que visa divulgar as tecnologias de melhoramento genético em bovinos de corte das raças Hereford e Braford encerrou no último dia 18 de março, em Uruguaiana/RS, trazendo novidades. Além de discussões e exemplos internacionais, como a realizada via Skype com um especialista direto dos Estados Unidos, foi apresentada também uma nova ferramenta: o PampaplusApp. O novo aplicativo está em funcionamento e traz mais comodidade na consulta e no envio de informações ao programa. Neste primeiro momento, estará disponível apenas para a tecnologia iOS e pode ser acessado através da loja da Apple.

Durante os três dias de atividades, realizadas nas dependências da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), técnicos, produtores e estudantes acompanharam palestras com os melhores especialistas do Brasil e do Mundo sobre genética e melhoramento animal. Através da iniciativa promovida pela ABHB, Embrapa e Núcleo de Estudos de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Nespro UFRGS), os palestrantes demonstraram como a utilização do Programa Oficial de Avaliação Genética das Raças Hereford e Braford- PampaPlus/Embrapa pode melhorar a rentabilidade do produtor na pecuária.

A programação contemplou aspectos ligados ao melhoramento genético, cruzamentos e otimização de produtos, manejo de touros, eficiência alimentar, métodos de seleção, programas de avaliação e utilização de touros jovens geneticamente superiores. Também foram realizadas demonstrações teóricas e práticas da ferramenta de avaliação genética das raças Hereford e Braford e apresentação do app do PampaPlus, bem como avaliação visual em Programas de Avaliação Genética e prática zootécnica e funcional.

Filosofia do PampaPlus

Conforme a coordenadora de melhoramento genético pela ABHB, Drª Thais Pires Lopa, o Curso busca interagir plenamente com os participantes do programa, que hoje totaliza 54 criatórios, comprometendo-os ao máximo para promover um perfeito exercício do melhoramento genético na seleção de seus animais. “O fato de uma raça persistir por vários anos sendo explorada com sucesso em distintos ambientes significa que proporciona retorno econômico a quem cria. Porém, o que ela representa no contexto de toda uma cadeia de produção vai do esforço de grupos que se unem para promovê-las por acreditarem nessas qualidades e na sua capacidade de evolução”.

Essa evolução, segundo Thais, é representada pelo seu progresso genético através dos anos de seleção. “Por isso a preocupação da nossa ABHB em incentivar a participação de todos os criadores de Hereford e Braford para desenvolver um Programa de Avaliação Genética de acordo com o que acreditamos, buscando sempre, mesmo que lentamente, o melhoramento dos nossos plantéis”. Desse modo, o curso serviu para padronizar e fidelizar as informações, bem como reforçar os conceitos de seleção.

Internacionalmente local

Além de painelistas estrangeiros, como o Dr. Stephen Miller, Ph.D. pela Universidade de Guelph/CA, atual diretor de pesquisa genética da Angus Genetics Inc. e American Angus Association, que por Skype abordou a avaliação genômica de bovinos de corte em larga escala, trazendo experiências e planos nos Estados Unidos da América, o curso também contou com o prestígio de estudantes do Panamá, Paraguai, Uruguai e Bolívia.

Juan Andrade Tineo, 38 anos, médico veterinário da Bolívia, era só elogios para o evento. Ele está no Brasil há cinco anos, atualmente cursando pós-graduação em melhoramento genético na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). “Achei incrível a interação entre pesquisador e pecuarista”, disse o estudante, natural de Beni, na Bolívia. Segundo ele, cerca de 5% da pecuária boliviana é destinada ao Hereford e Braford, raças muito bem vistas quando o assunto é carne de qualidade.

Assim como ele, o engenheiro agrônomo Javier Bethancourt, do Panamá, estava cheio de expectativas, já que o Brasil, na sua opinião, detém hoje as maiores pesquisas sobre o avanço genético em bovinos de corte. Ele está no Rio Grande do Sul há um ano, também cursando pós-graduação em produção de gado de corte na UFPel. “Quero levar informações não só para a universidade, para a minha formação acadêmica, mas também para o Panamá, que não investe em pesquisas”, disse ele, ao parabenizar a organização do curso.