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Visão agregadora

A filosofia da Ipacol Máquinas Agrícolas é, segundo o diretor Luís Carlos Parise, disponibilizar, em pé de igualdade, suas tecnologias aos pecuaristas brasileiros

“Oferecemos uma linha completa de soluções aos nossos clientes, proporcionando ao pequeno e ao médio pecuaristas a mesma tecnologia disponível para o grande produtor”

Revista AG – Você consegue resumir em poucas palavras o legado de mais de cinco décadas da Ipacol?

Luís Carlos Parise – Nossa filosofia é respeitar sempre o produtor e não medir esforços para oferecer soluções de alta qualidade ao mercado. Por isso, a marca Ipacol encontra-se consolidada no Brasil e em vários países do Mercosul, através de uma ampla rede de revendas, que permitem, dessa forma, uma vasta distribuição de equipamentos, peças e prestação de assistência técnica a um grande número de clientes.

Revista AG – A empresa é reconhecida pelo generoso portfólio de vagões forrageiros. Portanto, quais tecnologias foram desenvolvidas recentemente para essa linha de produtos?

Luís Carlos Parise - Realmente oferecemos uma linha completa de soluções aos nossos clientes, proporcionando, assim, ao pequeno e ao médio pecuaristas a mesma tecnologia disponível para o grande produtor. Em vista disso, desenvolvemos novos métodos de mistura, carregamento e corte, os quais tornaram os vagões da Ipacol ainda mais eficientes rápidos e fortes.

Revista AG – Depois de um longo tempo de uso dos implementos agrícolas, é natural que os mesmos necessitem de peças de reposição. Assim sendo, como a empresa trabalha para oferecer sistemas que garantam a durabilidade dos produtos adquiridos pelo produtor?

Luís Carlos Parise – Nós possuímos um especializado departamento de peças de reposição, que trabalha junto à rede comercial, com o objetivo de treinar os seus colaboradores e auxiliar os mesmos na formação de estoque de acordo com a quantidade de equipamentos existentes na região. Disponibilizamos, ainda assim, atendimento diretamente da fábrica para esclarecer qualquer eventual dúvida.

Revista AG – Conceitos de sustentabilidade são aplicados quando a companhia fabrica seus equipamentos? Quais os programas da empresa?

Luís Carlos Parise - Todos os nossos projetos visam à manutenção da empresa no longo prazo. Trabalhamos seguindo as normas técnicas aplicadas ao processo de fabricação, bem como ao produto, desenvolvendo também plataformas de treinamento, controle de resíduos, reciclagem de diversos produtos, reaproveitamento e tratamento da água utilizada no processo de fabricação, e controle total de emissões. Inclusive, a água utilizada nos sanitários é fruto do armazenamento da chuva captada na própria unidade fabril.

Revista AG – Como se comportou a bovinocultura de corte e leite em relação às aquisições de máquinas agrícolas da Ipacol no último ano?

Luís Carlos Parise - O ano passado foi um ano com muitas variações de preços na cadeia de produção da pecuária, tanto de corte como leiteira que, se somando a algumas indefinições políticas e financeiras, levaram o produtor a adiar investimentos, prejudicando o faturamento da empresa, compensado com os lançamentos de novos equipamentos.

Revista AG – Quais entraves são relatados pelos pequenos criadores para não investir na pecuária de precisão? Há uma forma de reverter tal quadro?

Luís Carlos Parise - A disposição do pequeno criador em tecnificar sua propriedade é muito grande. Portanto, entendemos que as dificuldades no financiamento, agregadas ao juro exageradamente alto e às variações abruptas nos preços, são os fatores que desestimulam essa tecnificação.