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Abate em Rondônia impressiona

Um lote de animais Hereford e Angus conquistou bonificação total durante abate em outubro no estado de Rondônia. Com média geral superior a 230 kg e excelente acabamento de carcaça, a produção garantiu a valorização média de R$ 5,00 a mais por arroba, sendo a maioria atingindo a bonificação máxima do programa: R$ 6,00.

“Foi a primeira vez que um lote conquistou esse feito na nossa região”, informa o representante de uma central de inseminação em Cacoal, Emerson Lessi, que acompanhou o abate no frigorífico JBS-Friboi e ressaltou que os animais apresentaram rendimento de carcaça de 52,35%.

Carcaças apresentaram rendimento acima de 52%

“Sem dúvida, mostra que o pecuarista brasileiro está cada vez mais empenhado em produzir muita carne e, principalmente, de qualidade. É o mercado ditando regras e valorizando quem investe nesse objetivo”, acrescenta o técnico.

O abate aconteceu na Unidade de Vilhena/RO do JBS e impressionou o gerente de Compra de Bovinos da empresa, Rogério Couto Lima. “Sem dúvida, foi o melhor lote abatido com as qualidades valorizadas pelo nosso protocolo: menor idade, melhor acabamento e maior peso”, explica, afirmando que foi a maior premiação concedida pelo programa em 2016.

“Com certeza, esse é um animal que reflete o produto que o consumidor busca, além de ser o tipo de genética que melhor rentabiliza o pecuarista, garantindo sua permanência no mercado”, avalia.

Ao todo, foram abatidas 70 fêmeas Nelore x Hereford, filhas do touro R294, que pesaram, aos 15 meses, média de 230,22 kg, e 200 novilhas Nelore x Angus, filhas de Curve Bender, que pesaram, aos 15 meses, média de 236,65 kg, ambas garantindo a bonificação extra ao produtor.

“Ficamos muito felizes. Com certeza, é um resultado que não perde para a pecuária americana”, comemora Rui Melo, que ajuda o pai, Paulo de Oliveira Melo, na administração da Fazenda Santa Rita de Cássia, na região de Alta Floreste do Oeste/RO.

Na propriedade, são criadas duas mil matrizes e há seis anos todas são submetidas à inseminação artificial. “Esse foi só o começo. Já estamos repetindo esses resultados e a expectativa é que esse material diferente seja cada vez mais reconhecido pelo mercado”, conclui Melo.