Especial

Revista AG está há 19 anos e duas centenas de edições ao lado do pecuarista

O tempo passa muito rápido, em virtude de um planeta cada vez mais globalizado e conectado, tanto que a Revista AG chegou ao número 200. Viajando por edições históricas, é possível resgatar um pouco dos momentos da pecuária brasileira nesses últimos 19 anos.

Número 1

Número 50

A AG ainda era apenas um encarte da Revista A Granja, outro título de sucesso aqui na Editora Centaurus. A capa trazia a raça Limousin, que em março de 1997 mostrava uma força equivalente à ascensão vivida pelo Angus, atualmente, em uma década que ainda seria marcada pela derrocada do cruzamento industrial. Cruzamentos feitos sem critério quanto ao manejo dos touros bos taurus, e pior ainda, com raças leiteiras sem dupla aptidão, levaram ao total descrédito a técnica que hoje é o trampolim para o Brasil finalmente alçar mercados de alto valor agregado.

Como base para artigos, análises e colunas, utilizava-se o Censo IBGE de 1995, no qual o Brasil computava apenas 154.398.670 cabeças de bovinos no rebanho nacional. Goiás lutava para recuperar as exportações de carne bovina para União Europeia, perdidas após um foco de febre aftosa no estado, um amargo prejuízo de 1 bilhão de dólares. Vale ressaltar que o plano Real fora lançado em 1994.

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) comemorava o comércio 4,18 milhões de doses de sêmen do ano de 1996 ante 3,64 milhões de 1995, números três vezes maior em 2016. Já a edição 50 engrossou sobremaneira em setembro de 2001 e ganhava vida própria, desmembrada d’A Granja. O destaque da capa era a criadora Maria Lúcia Duarte Bourg, descrita como a poetiza do Simental.

Paulistana, Maria Lúcia estava à frente da Fazenda Pau D’Alho, um criatório expoente da raça que representava 10% do rebanho mundial e deslanchava também no Brasil. As páginas da edição 50 traziam os avanços das biotecnologias de reprodução, tais como bancos de sêmen, sexagem de embriões, marcadores moleculares e fertilização in vitro. Alguns podem estranhar, mas nessa época, a identificação do cio era feito “na raça”. Não tinha protocolos hormonais consolidados para ajudar a vida do pecuarista na estação de monta.

Na IA convencional, mão de obra qualificada era um gargalo, apesar de que também na década atual ainda enfrentamos desafios em relação a esse quesito, mesmo com a inseminação artificial sendo em tempo fixo (IATF). O nelorista Márcio Mesquita Serva, então com 60 anos, era chamado de “louco” por ter comprado em uma mesma noite as duas vacas mais caras do planeta: Essência TE da Guadalupe e Imbida da Soamin, por uma bagatela de R$ 1.540.000,00. Bons tempos da pecuária de elite Nelore.

Com a ascensão das biotecnologias de reprodução e o País brigando para liderar as exportações mundiais de carne bovina, o Brasil debatia como melhorar a qualidade dos cortes cárneos e muitas raças pegaram carona nessa motivação. Um bom exemplo foram o Hereford e especialmente o Braford, capa do mês da edição 100, de setembro de 2006, que iniciava o caminho rumo ao Centro-Oeste.

Com uma iminente bonificação para o gado tipo exportação, representantes da cadeia produtiva repercutiam as mudanças implementadas no Sisbov, programa de rastreabilidade criado para que fosse possível exportar carne bovina à União Europeia, mas frequentemente questionado pelos produtores quanto à forma que onerava seus participantes. E assim como decidido na Escolha do Leitor da edição 200, uma das matérias destacava o manejo pré-parto, relembrando que a pecuária é sazonal e cíclica.

Outra marca desta edição é a chegada dos colunistas que fazem o sucesso da pecuária de pasto. Chegava a coluna Do Pasto ao Prato, assinada inicialmente por Miguel Cavalcanti, CEO do Portal Beef Point, que passou o bastão a Fernando Furtado Velloso, à frente da FF Velloso & Dimas Rocha Assessoria Agropecuária; e a Mercado, antes sob o crivo da Agência Safras & Mercado e agora com a Boviplan Consultoria. Falando em genética, o touro Gir Leiteiro Teatro da Silvânia batia um raro recorde de 1,2 mil doses de sêmen produzidas, três vezes mais que a média apresentada até o momento.

Em setembro de 2011, a Revista AG completava 150 edições ininterruptas. Como de praxe, as raças Hereford e Braford ilustraram a capa, coroando o projeto iniciado lá na edição 100. Seguindo as tendências, a integração lavoura-pecuária-floresta conquistava mais espaço nos dias de campo e nas discussões do setor através da Embrapa. Com uma edição bem heterogênea, sanidade foi um dos destaques das páginas e chamava atenção para a importância do exame de biocarrapaticidograma para identificar resistências às principais moléculas.

Em relação à genética bovina, um grande susto do mercado Nelore foi o anúncio da liquidação do plantel elite da Fazenda Matavelha, até então dominante no Ranking de Expositores e uma referência na seleção PO, assim como havia acontecido com Alice Ferreira, ex-presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, ao liquidar o plantel puro para ingressar na venda de touros. Era o ápice do enfraquecimento das pistas zebuínas e o fortalecimento dos programas de avaliação genética, inclusive com a consolidação da própria ExpoGenética. A edição trazia quase todas as colunas e seções conhecidas, pois Francisco Vila (Na Varanda) e William Koury Filho (Brasil de A a Z) viriam a debutar na AG mais tarde.

Número 100

Número 150

Com 200 motivos para comemorar a parceria com a pecuária, a presente edição é um brinde aos leitores, repleta de informação e novidades.

Destaque para a entrevista exclusiva com o novo presidente da ABCZ, Arnaldo Manoel Souza Borges, que você leu um pouco antes de chegar a esta página, e o Especial IATF, que já completou seis anos nas páginas da Revista AG. Além de muita notícia sobre zebus, taurinos, caprinos e ovinos, entre muitos outros temas interessantes. Obrigado pela parceria e esperamos completar mais 200, 400, 600 e outras tantas edições necessárias para continuar ao lado dos pecuaristas.


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