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LUCRO no tempo certo

IATF alcança a marca de aproximadamente 10,5 milhões de procedimentos em 2015

Jéssica Cristina Lemos Motta, Marcos Henrique Alcantara Colli, Pietro Sampaio Baruselli e Roberta Machado Ferreira Saran*

De maneira resumida, a eficiência reprodutiva pode ser definida como a habilidade de a vaca tornar-se gestante o mais rápido possível após o parto, com o menor número de coberturas possível, respeitando o período de involução uterina. Assim, para obtenção do intervalo entre partos (IEP) próximo a 12 meses, produzindo um bezerro/vaca/ ano, a matriz deve conceber até 75 (zebuínas/ gestação de 290 dias) e 85 (taurinas/ gestação de 280 dias) dias após o parto.

A inseminação artificial (IA) é uma biotécnica de fácil aplicação e a mais utilizada em todo o mundo para disseminar material genético superior nos rebanhos bovinos. Apesar de, no Brasil, essa biotecnologia ainda ser pouco empregada, o percentual de matrizes bovinas inseminadas aumentou consideravelmente de cerca de 5% em 2002 para 10% em 2012, chegando a 12% em 2015. Com a intensificação da IA, o País vem acelerando o avanço do melhoramento genético do rebanho pelo incremento do número de bezerros nascidos de touros geneticamente superiores.

Dentre as biotecnologias mais empregadas, a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) merece destaque pela facilidade de manejo e por aumentar a eficiência reprodutiva e o ganho genético dos rebanhos. A IATF alcançou a marca de aproximadamente 10,5 milhões de procedimentos em 2015 (8,2 milhões em fêmeas de corte e 2,3 milhões em fêmeas de aptidão leiteira), que representa crescimento de 11,2% em relação ao ano anterior (Gráfico 1), segundo levantamento realizado com base no número de protocolos comercializados para IATF e o número de doses de sêmen comercializadas.

Gráfico 1. - Crescimento da utilização da inseminação artificial (IA) em bovinos, por detecção de cio ou em tempo fixo (IATF), de 2002 a 2015 no Brasil. Verifica-se significativo aumento da utilização da IATF nesse período (BARUSELLI, 2016).

Atualmente, a IATF corresponde a 77% das inseminações realizadas no Brasil (91% das matrizes de corte e 50% das matrizes de leite), comprovando que a técnica ocupa cada vez mais espaço. As demais fêmeas (23%) são ainda inseminadas de forma convencional, por meio da detecção do estro. A utilização mais expressiva da IATF em rebanhos corte justifica-se pela dificuldade de manejo diário para detecção de cio e pelo maior percentual de matrizes em anestro. Em contrapartida, as matrizes de leite são manejadas diariamente e apresentam nutrição diferenciada (grande parte em confinamento ou semiconfinamento), o que acelera o reestabelecimento da ciclicidade pós-parto e a eficiência de detecção do cio para IA convencional. Entretanto, mesmo em rebanhos leiteiros, a IATF promove aumento da eficiência reprodutiva e produtiva em comparação à IA convencional após detecção de cio.

IMPACTO FINANCEIRO

Com base nos dados de 2015, calcula- -se que a IATF movimentou no Brasil cerca de R$ 567 milhões. Em contrapartida, estima-se que o ganho gerado pelo emprego da IATF na bovinocultura de corte e leite alcançou R$ 2,6 bilhões (Figura 1).

É interessante ressaltar que, nos últimos dez anos, praticamente não houve aumento nos valores dos insumos utilizados na IATF (medicamentos, materiais consumíveis e sêmen) e na mão de obra cobrada por animal ou por prenhez. No entanto, houve aumento considerável no valor do bezerro desmamado, aumentando o retorno do produtor. Inúmeros estudos demonstraram que a IATF é viável economicamente pelos benefícios que traz para a pecuária. Assim, é natural que diversos produtores estejam aumentando a procura pelos serviços, seja aumentando o número de animais inseminados ou reinseminando as fêmeas que não emprenharam na primeira ou segunda tentativas de IATF (ressincronizações).

Apesar dos benefícios diretos na eficiência reprodutiva (menor IEP, maior número fêmeas gestantes no início da estação de monta e maior taxa de prenhez ao final da EM), otimizar o manejo e a mão de obra das fazendas (concentração das inseminações, dos nascimentos e da desmama) e acelerar o ganho genético dos rebanhos (intensificação do uso de sêmen de reprodutores com elevado mérito genético), 88% das matrizes bovinas brasileiras ainda são cobertas por touros em regime de monta natural, tanto em rebanhos de corte como de leite. Ainda, estima-se que mais de 90% dos touros utilizados pelo produtor brasileiro para monta natural não possuem avaliação genética.

Figura 1. Estimativa dos valores para execução do processo de IATF (em reais;esquema superior) e o impacto gerado na cadeia de produção de carne e de leite (ao lado). EM=estação de monta; IEP=intervalo entre partos; PTA=capacidade prevista de transmissão.

a) 656.000 bezerros x R$ 1.250,00 =
R$ 820 milhões;

b) 3.280.000 bezerros (40% desmama)
x 20 kg x R$ 6,00/kg = R$
393,6 milhões;

c) 3.214.400 abates (2%mortalidade)
R$ 482,16 milhões;

d) +10% produção leite (3.000 L/lactação
2,3 mi x 3.000 L x 10% = 690
milhões L; 690 milhões L x R$ 1,10
= R$ 759 milhões;

e) 345.000 novilhas (30%) x 300 L x
R$ 1,10 = R$ 113,85 milhões

A disseminação do uso da IATF e, consequentemente, de seus benefícios agregados pode ser realizada de três maneiras: implantação da tecnologia em rebanhos em que ainda se utiliza monta natural (88%) e utilização de programas de ressincronização.

A ressincronização é a sincronização do estro e da ovulação de uma fêmea que foi previamente inseminada por IATF. O objetivo da técnica é minimizar ou eliminar a necessidade de observação de cio, maximizar o uso de touros geneticamente superiores e de touros utilizados para o cruzamento industrial, diminuir (ou eliminar) o número de touros para repasse e melhorar a eficiência reprodutiva dos rebanhos. Como consequência, é possível reduzir o intervalo entre inseminações e antecipar a concepção no período pós-parto, reduzindo ainda mais o IEP e aumentando o número de produtos oriundos de IA, os quais possuem maior valor agregado.

A ressincronização em fêmeas de corte no Brasil tem sido realizada em três momentos distintos: 1) início da ressincronização no dia do diagnóstico de gestação (28 a 32 dias após a IATF (ressincronização tradicional); 2) início da ressincronização em todas as fêmeas 22 dias após a IATF, antes do diagnóstico de gestação (ressincronização precoce); e 3) início da ressincronização em todas as fêmeas 14 dias após a primeira IATF, antes do diagnóstico de gestação (ressincronização superprecoce; Figuras 2 e 3). A ressincronização superprecoce é um novo conceito e ainda está em fase de estudo.

De maneira geral, os programas de ressincronização podem ser associados à monta natural (IATF + ressincronização + monta natural; Figura 2) ou excluírem totalmente o uso de touros de repasse (IATF + ressincronização + ressincronização; Figura 3).

A escolha do momento para início do protocolo de ressincronização depende do manejo da propriedade, dos lotes da fazenda, dos custos envolvidos, da mão de obra disponível (disponibilidade do veterinário para realização da ultrassonografia e dos funcionários da fazenda para o manejo dos animais) e dos equipamentos disponíveis para o diagnóstico de gestação (ultrassom comum ou com função Color Doppler e treinamento do veterinário).

A ressincronização precoce, iniciada 22 dias após a IATF prévia, proporciona antecipação em oito dias na realização da 2ª IATF, quando comparada à ressincronização tradicional, realizada no dia do diagnóstico de gestação (com 30 dias após a IATF prévia). O protocolo é semelhante ao utilizado na primeira IATF, ou seja, com uso de dispositivo de progesterona e benzoato de estradiol (2 mg para vacas e 1 mg para novilhas) no início, seguido de remoção do dispositivo, PGF e cipionato de estradiol 8 dias após apenas nas fêmeas diagnosticadas vazias com IATF 48 horas após (as prenhas são liberadas do manejo após remoção do dispositivo). Nesse programa de ressincronização não há riscos de perda gestacional da primeira IATF pelo uso de estradiol, uma vez que a aplicação desse hormônio é feita 22 dias após a inseminação e, portanto, após o reconhecimento materno da gestação.

Figura 2. Desenho esquemático de programas de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) utilizando ou não ressincronização previamente ao repasse com touro, em estação de monta de 90 dias: a) programa de IATF tradicional: uma IATF seguida por monta natural; b) programa de ressincronização tradicional com repasse: primeira IATF + ressincronização 30 dias após a IATF prévia (após diagnóstico negativo de gestação - DG) seguida de segunda IATF + monta natural; c) programa ressincronização precoce com repasse: primeira IATF + ressincronização 22 dias após IATF prévia (antes do DG) com DG 8 dias após e segunda IATF + monta natural; d) programa ressincronização superprecoce com repasse: primeira IATF + ressincronização 14 dias após IATF prévia (antes do DG) com de DG 8 dias após baseado no fluxo sanguíneo do CL (ultrassom com função Doppler) e segunda IATF + monta natural.

Já a ressincronização superprecoce, iniciada 14 dias após a IATF prévia, proporciona antecipação em 16 dias na realização da 2ª IATF quando comparada à ressincronização tradicional. Nesse caso, não é possível realizar o diagnóstico de gestação por ultrassonografia comum, já que o diagnóstico deve ser feito 22 dias após a IATF. Assim, há necessidade de utilizar aparelhos com a função Color Doppler, os quais possibilitam a avaliação do grau do fluxo sanguíneo do corpo lúteo (CL) para fazer o diagnóstico de prenhez (CL com alto fluxo sanguíneo – acima de 50%) ou vazia (CL com fluxo sanguíneo baixo ou ausente) de forma mais precoce (22 dias após IATF) do que a habitual (30 dias após a IATF, diagnóstico da presença do embrião). Esses aparelhos são mais caros e o veterinário precisa ter os conhecimentos específicos para esse tipo de diagnóstico. Além disso, o uso de estradiol no início da ressincronização superprecoce passa a ser contra-indicado, podendo causar perdas na prenhez da IATF anterior. Nesse caso, o tratamento inicial é feito apenas com o uso da progesterona (combinação de dispositivo e 100 mg de progesterona injetável).

Figura 3. Desenho esquemático de programas de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) com diferentes tipos de ressincronização sem monta natural (100% IA): a) programa de ressincronizações tradicionais: três IATFs intercaladas por ressincronização 30 dias após IATF prévia (após diagnóstico negativo de gestação – DG) com 80 dias de estação de monta; b) programa de ressincronizações precoces: três IATFs intercaladas por ressincronização 22 dias após IATF prévia (antes do DG) com DG 8 dias após e 64 dias de estação de monta (16 dias a menos que a tradicional); c) programa de ressincronizações superprecoces: três IATFs intercaladas por ressincronização 14 dias após IATF prévia (antes do DG) com DG 8 dias após, baseado no fluxo sanguíneo do CL (ultrassom com função Doppler; 32 dias a menos que a ressincronização tradicional).

Diante da crescente utilização dos programas de ressincronização nas propriedades e da demanda para otimizar ainda mais o manejo reprodutivo, introduziu-se uma segunda ressincronização (3 IATFs; Figura 3). O manejo reprodutivo com duas ressincronizações (3 IATFs consecutivas), também pode ser realizado utilizando a ressincronização antes ou após o diagnóstico de gestação. Por exemplo, quando se utiliza a ressincronização precoce (22 dias após a prévia IATF), com três IATFs consecutivas em multíparas, é possível obter aproximadamente 85% de taxa de prenhez ao final do programa reprodutivo em apenas 64 dias de estação de monta e sem utilização de touros para repasse (100% IATF; Tabela 1).

A eficiência dos diferentes programas reprodutivos com uma, duas ou três IATFs e ressincronização convencional, precoce ou superprecoce foi demonstrada em diversos estudos e está ilustrada na Tabela 1. Nota-se que, com o uso de programas de ressincronização, é possível ter maior controle sobre a estação reprodutiva e encurtar a estação de monta, com alta eficiência reprodutiva e qualidade dos produtos gerados.

De maneira geral, o uso da ressincronização precoce e superprecoce é indicado para evitar atrasos na concepção no início da EM (manter os partos das matrizes no início da estação de parição) e em lotes de fêmeas que entraram tardiamente na estação de monta (possibilitando um serviço a mais antes do final da EM). Ainda, a ressincronização de fêmeas vazias no final da estação reprodutiva diminuí o número de animas não gestantes e, consequentemente, o descarte por esse motivo. A adoção desses manejos também pode ser de grande interesse em fazendas onde se precificam bezerros por quilo de peso vivo, pois proporciona o nascimento precoce dos bezerros na estação de parição, com desmama de bezerros mais pesados e comercialização em momentos de maior valor.

Tabela 1. Compilação de estudos com diferentes manejos reprodutivos utilizando inseminação artificial em tempo fixo (IATF) seguida de monta natural ou ressincronização para subsequente IATF. As ressincronizações foram realizadas uma ou duas vezes e em programa convencional (após diagnóstico de gestação - DG - 30 dias após a IATF) , precoce (antes do DG e 22 dias após a IATF) ou superprecoce (antes do DG e 14 dias após a IATF), resultando em diferentes períodos de estação de monta (EM) com interessante eficiência reprodutiva (taxa de prenhez final da EM).

Os protocolos para ressincronização antes do diagnóstico de gestação, no entanto, implicam em tratamento inicial (22 ou 14 dias após IATF prévia) em 100% dos animais do lote (gestantes e não gestantes). Ainda, com esse tipo de manejo, a realização da ultrassonografia para diagnóstico de gestação, que é realizada junto com a retirada de dispositivos, passa a ter data fixa e não flexível, exigindo maior organização e disponibilidade do médico-veterinário. No caso da ressincronização superprecoce, é ainda necessário que o veterinário tenha equipamento e conhecimentos específicos que possibilitem a adequada realização do diagnóstico de gestação com base no grau de vascularização do CL.

Já o programa de ressincronização convencional, que tem início no momento do diagnóstico de gestação, apresenta maior flexibilidade. O início do protocolo pode variar do 28º ao 32º dia após a primeira IATF, de acordo com a rotina e disponibilidade do veterinário e do pessoal na propriedade. Além disso, o tratamento somente é realizado nas fêmeas não gestantes, o que reduz os custos com tratamento. Como desvantagem ocorre aumento do intervalo entre inseminações (aproximadamente 40 dias vs. 32 na ressincronização precoce vs. 24 na ressincronização superprecoce).

Outra grande vantagem do emprego dos programas de ressincronização é o planejamento da estação de monta dos anos subsequentes (Ex: estação de monta de 90 dias com início em novembro e término em janeiro). Devido ao curto intervalo entre inseminações (24 a 40 dias), as vacas paridas nos dois primeiros meses de parição (ex.: agosto e setembro) estarão aptas a receber 3 IATFs em uma EM subsequente de 90 dias, com aproximadamente 87,5% de taxa de gestação ao final da estação de monta. Além disso, vacas paridas no terceiro mês de parição (ex.: outubro/ novembro, parição dentro da estação de monta) ainda estarão aptas a receber 2 IATFs na mesma estação de monta (ex.: novembro a dezembro), atingindo cerca de 75% de concepção ao final da estação de 90 dias.

Figura 4. Calendário anual do manejo reprodutivo de fêmeas bovinas leiteiras submetidas ao manejo de ressincronizações precoces consecutivas, com intervalo de 25 dias entre a IATF prévia e início do protocolo de sincronização subsequente.

Assim, considerando-se que é possível iniciar o tratamento para sincronização 30 dias após o parto, 50% das vacas paridas no terceiro mês de parição (ex.: outubro – animais que recebem apenas 2 IATFs) têm antecipação da parição subsequente para o segundo mês de parição (ex.: setembro), viabilizando a utilização nesses animais em 3 IATFs na estação de monta seguinte. Por outro lado, as fêmeas paridas nos dois primeiros meses da estação de parição (agosto e setembro) que concebem apenas na terceira IATF (janeiro) atrasarão a parição na estação de monta seguinte e receberão apenas 2 IATFs.

Figura 5. Desenho esquemático de programas de transferência de embrião em tempo fixo (IATF) seguido de duas ressincronizações precoces para IATF.

Dessa forma, após quatro a cinco anos de utilização dos manejos de ressincronização durante a estação de monta, espera-se que a distribuição dos partos na propriedade seja 49% no primeiro mês de parição, 34% no segundo mês de parição e 17% no terceiro mês de parição. Portanto, 83% das fêmeas receberão 3 IATFs com 87,5% de prenhez e 17% das fêmeas receberão 2 IATFs com 75% de prenhez, resultando em 85,4% de taxa de prenhez do rebanho ao final da estação de monta de 90 dias.

Gráfico 2. Taxa de prenhez em sistema de manejo reprodutivo que combina a transferência de embriões em tempo fixo (TETF) seguida de ressincronização para inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Foram utilizadas 360 vacas Nelore submetidas à TETF no primeiro serviço e à IATF no segundo e terceiro serviços. FONTE: Claudiney Martins, 2015.

Em gado leiteiro, o uso da ressincronização precoce, porém, com início 25 dias após a IATF prévia é uma excelente opção para organizar um calendário de visitas programadas do veterinário e de manejos reprodutivos fixos na semana, conforme ilustrado na Figura 4.

IATF + TETF

A produção de embriões in vivo ou in vitro associada à transferência de embriões em tempo fixo (TETF) também pode ser uma alternativa eficiente para multiplicação de animais geneticamente superiores por meio da seleção da linhagem paterna e materna, e apresenta índices reprodutivos que justificam a aplicação em rebanhos de corte. Dessa forma, estudos foram realizados para avaliar o manejo de ressincronização associando as biotecnologias de IATF e TETF durante a estação de monta (Figura 5). Em trabalho conduzido por nosso grupo, avaliamos a eficiência reprodutiva de 360 vacas Nelore lactantes submetidas à TETF seguida de duas IATFs em 64 dias de estação de monta. Nesse estudo foi possível obter 86,9% de taxa de prenhez ao final da EM. Os embriões foram produzidos in vitro e transferidos a fresco.

Um exemplo prático para utilização dessa estratégia é a realização da aspiração folicular, para obtenção de oócitos de matrizes que possuem mérito genético superior (ex. Deca 1, Top 5%) e, os embriões produzidos podem ser transferidos, por meio da TETF, nas demais fêmeas do rebanho que possuem mérito genético inferior. Dessa forma, é possível obter satisfatória taxa de prenhez aliada ao melhoramento genético, sem comprometer a eficiência reprodutiva, haja vista que as fêmeas que não concebem ao primeiro serviço recuperam a fertilidade no segundo serviço e terão a chance de receberem a IATF ou TETF no primeiro dia da estação de monta do ano subsequente. Com esse programa reprodutivo é possível produzir um bezerro/vaca/ano (12 meses de intervalo entre partos) aliado à intensa seleção genética em rebanhos de corte.

1 BEZERRO DE QUALIDADE/ANO

O uso de biotecnologias da reprodução, tais como a IATF e a TETF, possibilita incremento da quantidade (redução do IEP) e da qualidade (aumento no ganho genético) de bezerros nascidos, proporcionando significativo aumento na produtividade e na rentabilidade do rebanho de corte. No gado de leite, ainda se observa aumento da produção leiteira pela redução do IEP e nascimento de filhas geneticamente superiores para a produção leiteira. O forte avanço nos últimos anos da utilização dessa biotecnologia pelo setor produtivo é indicativo da sua consolidação no mercado. Na atualidade, existem no Brasil inúmeros profissionais qualificados para sua execução. Por todos esses motivos, existem fortes evidencias de aumento do uso dessas biotecnologias da reprodução pelos produtores brasileiros.

*Jéssica, Marcos, Pietro e Roberta são pesquisadores do Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo


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