Genética

 

APROVADAS!

Instituto Biológico atesta sanidade de sêmen e embriões de bovinos de 90% das centrais de inseminação do Brasil

O Instituto Biológico (IB) (http://www. biologico.sp.gov.br/), órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é responsável por realizar cerca de 90% dos exames sanitários em Centros de Coleta e Processamento de Sêmen (CCPS) de todo o Brasil.

A finalidade das análises está no monitoramento e na certificação de partida utilizando provas moleculares (PCR) e imunodiagnósticas - ELISA, IDGA, vírus neutralização. O trabalho realizado pelo IB é fundamental para garantir a ausência de agentes patogênicos no material genético produzido, tanto para comércio nacional quanto internacional.

O IB realiza 223 tipos de exames imprescindíveis para preservar a sanidade animal. Em 2015, foram processadas 81 mil análises laboratoriais, cerca de oito mil provenientes das centrais de inseminação para pesquisa. “Os exames realizados no IB vêm garantindo a biossegurança do material genético comercializado nacional e internacionalmente, assegurando a competitividade na exportação de sêmens e embriões bovinos”, afirma o diretor-geral do IB e pesquisador Antonio Batista Filho. A genética dos bovinos produzidos no Brasil está disseminada em diversos países, entre eles, Paraguai, Argentina, Colômbia e, mais recentemente, Costa Rica e Moçambique.

O País, que é o maior exportador de embriões do mundo, está em negociação com os Estados Unidos e República Dominicana. Para a exportação de material genético, as CCPS devem ser livres de brucelose, tuberculose, tricomonose, campilobacteriose genital bovina e diarreia viral bovina. Alguns países ainda exigem certificação de partida de sêmen livre para estomatite vesicular, IBR, língua azul e leucose bovina, todos realizados pelo IB.

Mercado de sêmen em alta

De acordo com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), em 2015, os segmentos de corte e leite comercializaram juntos mais de 12,6 milhões de doses, enquanto que os negócios no mercado externo, principalmente no setor de corte, registraram um aumento significativo de 54,9%, em comparação ao ano anterior. No período, as exportações de sêmen de corte totalizaram um volume superior a 103 mil doses.

O crescimento nas vendas de leite chegou a 118,8 mil doses, ante 112,7 mil, um incremento de 5,4% na mesma comparação. Segundo o levantamento da Asbia, 10,3% do rebanho total de fêmeas em idade de reprodução foram inseminadas, sendo 12,5% de leite e 9,5% de corte. São Paulo está na lista dos cinco principais estados brasileiros que compõem a vanguarda na utilização dessa tecnologia de Inseminação Artificial, com 12,1% de sêmen.

A entrada de material genético que não segue os protocolos sanitários recomendados internacionalmente coloca em risco a introdução de agentes infecciosos, o que pode ocasionar a disseminação na população animal, prejudicando a produção de carne e leite. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o faturamento nas exportações de carne bovina brasileira foi de US$ 5,9 bilhões em 2015.

Segundo a diretora e pesquisadora do Centro de Pesquisa de Sanidade Animal (CPDSA) do IB, Josete Garcia Bersano, além de atender os CCPS de São Paulo, o órgão também realiza exames sanitários do rebanho bovídeo de outros estados, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, contribuindo para a vigilância e diagnóstico de doenças animais.

O Instituto Biológico (IB) é o primeiro centro de formação de cientistas e de debate científico no Estado de São Paulo. Sua missão é desenvolver e transferir conhecimento científico e tecnológico para o negócio agrícola nas áreas de sanidade animal e vegetal, suas relações com o meio ambiente, visando à melhoria da qualidade de vida da população.

Seu grande desafio como instituição, hoje, é aliar um histórico de contribuições a um presente que exige excelência e prontidão de resposta a uma sociedade em profunda transformação, com alteração no perfil do controle das pragas e doenças, com interferência de fatores relacionados ao modelo de desenvolvimento econômico, às alterações ambientais, às migrações e ao intercâmbio internacional.

O IB oferece soluções significativas para o agronegócio e as transfere para o segmento produtivo. Contribui da melhor maneira para o desenvolvimento, redução dos custos de produção, inclusão social e preservação ambiental, colaborando para o bem-estar da população.


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