Brasil de A a Z

 

Você sabe o que é a tal da STAYABILITY? Então, é bom saber

William Koury Filho é zootecnista, mestre e doutor em Produção Animal, jurado de pista de Angus a Zebu e proprietário da Brasil com Z® – Zootecnia Tropical

Amigos(as) do campo, em maio a agenda foi pesada. Trabalhei, entre outros compromissos, nos julgamentos da ExpoZebu, que é sempre uma experiência muito boa. Dessa vez foi no julgamento da raça Guzerá, o zebuíno mais imponente em sua apresentação – a raça é muito bonita!

A pista do Guzerá foi muito boa, primeiro porque estive muito bem acompanhado pelo José Eduardo Ferreira Assunção e pela Lucyana Queiroz. Animais produtivos e funcionais foram a pauta principal do julgamento, sem deixar de lado o dimorfismo sexual e expressão racial.

Também foi período de avaliar a tourada Nelore que vai a leilão neste ano dos rebanhos da Jandaia, Mundo Novo, Mocho Brasil, Serra Negra, EAO, Grendene e Matinha – que safra! A oferta deste ano será de muita coisa boa, este mês continuo avaliando muitos reprodutores.

Bom, para dar sequência às últimas colunas, em que tratamos de critérios de seleção, a conversa agora é sobre a característica stayability, que é a capacidade de permanência da matriz no rebanho. A Probabilidade de Permanência no Rebanho, stayability ou simplesmente Stay, é definida pela ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu) e pela ANCP (Associação dos Criadores e Pesquisadores) como a capacidade de a fêmea permanecer até os 76 meses de idade no rebanho, parindo pelo menos três vezes. Por exemplo, um touro com valor da DEP de 70% tem 30% de chances a mais que suas filhas permaneçam no rebanho em comparação com um touro com DEP igual a 40%. Touros com DEPs altas são preferidos.

Essa característica vem ganhando muito interesse desde que sérios estudos como o do Clarifide, painel molecular da Zoetis, o índice econômico do Rancho da Matinha e, mais recentemente, com o lançamento do Índice Bioeconômico MGTe pela ANCP demonstraram grande impacto econômico dessa característica simulando um sistema de produção de ciclo completo.

No MGTe (Mérito Genético Econômico), a característica de maior ponderação é justamente a Stay, seguida de características de crescimento, precocidade sexual, habilidade materna e carcaça. Devemos equilibrar Stay com habilidade materna, pois quem produz mais leite, e se doa mais para o bezerro, pode perder condição corporal e não emprenhar tão bem quanto aquelas que produzem pouco leite.

Sendo assim, é sempre importante ressaltar que, mais uma vez, bom senso e equilíbrio são muito importantes para definirmos os critérios de seleção que devem ser utilizados para atingirmos nossos objetivos quando ao produção e mercado. Valeu! Até mês que vem.


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