Sala de Ordenha

 

MERCADO FIRME; CUSTOS EM ALTA

Figura 1 - Preço do leite ao produtor (média nacional ponderada) em R$/litro, em valores nominais

Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br (*estimativa)

Mercado firme. A concorrência pelo leite está grande entre os laticínios e os preços pagos aos produtores subiram nas principais regiões produtoras do País.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a média nacional ficou em R$ 1,009 por litro no pagamento de março, referente ao leite entregue em fevereiro.

A alta foi de 2,7% no mês, a maior variação desde o final de 2015, quando os preços começaram a subir.

O produtor está recebendo 12,9% a mais por litro de leite, frente ao mesmo período do ano passado, em valores nominais. Descontando a inflação (IGP-DI), os preços estão 3,2% mais altos.

Apesar de normal para o período, a curva de produção foi prejudicada pelos custos de produção em alta, menores investimentos e corte de gastos por parte do produtor. O clima também tem prejudicado a produção, em especial na Região Nordeste do País, em função dos atrasos nas chuvas e baixos volumes de precipitação.

Segundo o Índice Scot Consultoria para a Captação de Leite, em fevereiro de 2016, a produção, considerando a média nacional, diminuiu 4,7% em relação ao mês anterior. Foi a maior queda na produção desde o pico.

A produção deve continuar caindo no Brasil Central e nas Regiões Sudeste e Sul do País, o que deve manter os preços do leite firmes em curto e médio prazos.

A expectativa é de preços em alta pelo menos nos dois próximos pagamentos, com o peso da entressafra em São Paulo, Goiás e Minas Gerais e produção recuando nos estados do Sul do País.

No mercado spot, ou seja, o leite comercializado entre as indústrias, os preços do leite subiram fortemente nas últimas quinzenas.

O volume disponível diminuiu e a concorrência maior entre os compradores tem feito as cotações subirem. Na Região Sudeste, os valores médios ficaram próximos de R$ 1,50 por litro em abril.

Se do lado do preço do leite a situação está melhor, com altas nos últimos meses para o produtor, os custos de produção da atividade não param de subir, mantendo as margens da atividade apertadas.

O Índice Scot Consultoria de Custo de Produção, que mede a variação mensal do custo da atividade leiteria, subiu 1,7% em março, na comparação com fevereiro deste ano.

Os alimentos concentrados energéticos, com peso das valorizações do milho, além dos produtos para sanidade animal e os combustíveis/lubrificantes, foram as principais causas do aumento dos custos. Por outro lado, os farelos e fertilizantes tiveram queda de preços.

Na comparação com março de 2015, os custos da atividade leiteira subiram 21,5%.

O momento é de cautela e planejamento da atividade.

Rafael Ribeiro de Lima Filho, zootecnista Scot Consultoria


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