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EFICIÊNCIA ALÉM DA PORTEIRA

Planejamento deve considerar o quanto a estrutura pode facilitar o manejo do gado

Beth Melo

A pecuária brasileira está passando por uma grande transformação em eficiência e ganhos de produtividade. Nos últimos 15 anos, a atividade liberou mais de 15 milhões de hectares para a agricultura e aumentou o rebanho. A produtividade, que era baixíssima (4 @/ha ano), passou a ser considerada razoável (7 @/ha ano), mas ainda existe um longo caminho pela frente. No processo de aumento de eficiência da atividade, o planejamento do conjunto de instalações é estratégia fundamental e desempenha um papel importante no manejo, junto com a intensificação da pastagem. No entanto, cada projeto é exclusivo e único.

Em linhas gerais, a escolha de uma planta depende de uma série de variáveis como manejo, tamanho do rebanho, área, disponibilidade de mão de obra, recursos econômicos, características de clima (regime de chuva), solo, topografia, vias de acesso, distâncias entre as pastagens e o curral e frequência do manejo.

O professor Mateus J. R. Paranhos da Costa, do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), campus de Jaboticabal/ SP, afirma que as construções rurais para o gado de corte seguem algumas etapas e começam com a escolha da localização, levando em conta o mapa da propriedade, as várias concentrações de gado que podem haver e as rotas por onde se vai movimentá-los, seja tocando-os a pé ou transportando-os em caminhões para outros destinos, por exemplo, frigoríficos. “Então, eu preciso olhar o desenho todo e identificar o ponto que vai me proporcionar a maior eficiência em termos de logística de movimentação do rebanho”, comenta.

Depois de definir o melhor centro de trabalho da fazenda, Paranhos diz que é preciso identificar, dentro da área escolhida, a parcela com as melhores características de solo e topografia, lembrando que não pode ser terreno encharcado, nem onde tenha afundamento de rocha, porque vai dificultar a construção, mas também nem muito plano.

A escolha do local considera as necessidades das pessoas e dos animais, de forma a facilitar rotinas de manejo. O ideal, explica o professor, são os terrenos de fácil acesso, com boa drenagem e boa declividade para o escoamento de água, sem risco de erosão. “Terreno muito plano, com o tempo, vai sofrer o desgaste do pisoteio frequente e forma uma bacia que dificulta o escoamento da água e acumula lama”, pontua.

Mateus Paranhos indica uso de tronco de contenção individual, que é mais seguro ao manejo

Desenho do curral
A terceira etapa é o desenho do curral. “Não dá para ter uma receita. O elemento chave é a quantidade de apartações, que define o tamanho, ou seja, quanto menos apartações, menor; quanto mais, maior. O dimensionamento e o desenho do curral com todas as estruturas (remangas e mangas) dependem do manejo”, explica.

Segundo Paranhos, o conjunto de estrutura do curral deve ser planejado em relação ao ângulo do sol nas diferentes horas do dia, além de se considerar a necessidade de aumentar a iluminação nas áreas cobertas e reduzir os contrastes entre claro e escuro, o que pode ser feito com uso de telhas transparentes ou iluminação artificial.

Como os bovinos têm dificuldades para fazer mudanças bruscas de direção ou curvas muito fechadas, recomenda-se construir estruturas com curvas ou cantos com ângulos iguais ou inferiores a 90º.

Esquema do Grupo ETCO mostra dimensões de um embarcadouro funcional

O curral não deve ser muito grande e o planejamento tem de incluir um sistema de piquetes no entorno do mesmo para acomodar o gado antes de começar e quando finalizar o manejo. “Além de diminuir o estresse durante a lida e a pressão sobre as estruturas do curral, colaborando para a manutenção, é mais barato instalar piquetes do que construir grandes estruturas”, enumera algumas vantagens.

Quanto aos materiais utilizados, pode ser madeira, cordoalha e metal, levando em conta a disponibilidade, os custos e a resistência de cada um. Porém, alguns deles são mais apropriados para certas situações e não recomendadas em outras. “O metal, por exemplo, é indicado para todo o curral ou apenas partes como porteiras e apartadouros”, esclarece.

Para Paranhos, a quantidade de currais e o modelo dependem do negócio. Quando a propriedade é só de gado, ele considera ideal fazer dois fixos ou até mais. “Se a fazenda faz integração lavoura-pecuária, o móvel pode ser mais útil, pois a produção de gado ora está em um lugar e ora está em outro”, justifica. E até por uma questão de custo e praticidade.

Na criação a pasto, o especialista considera necessário planejar toda a base para suplementação do gado e fornecimento de água. “Hoje, a gente recomenda que o gado não beba água de fontes naturais, nem de riachos, nem de lagoas. Só água canalizada”, averte. Isso acontece devido a questões ambientais.

Cochos
De acordo com o médico-veterinário Artur Ravagnani Falavigna, os cochos e os bebedouros devem sempre estar localizados perto do remangue ou nos locais onde se prende o gado. “Há vários tipos de cochos móveis e fixos, porém, a escolha do modelo, a forma, a dimensão e o material utilizado dependem do animal e do suplemento a ser fornecido”, comenta.

A grande vantagem do móvel em relação ao fixo, em sua opinião, é a praticidade e a economia, pois não necessita de cochos em todos os piquetes, além de poder mudá- -los de lugar sempre que necessário como, por exemplo, quando há formação de barro, ou para colocá-los perto de bebedouros.

Ele chama a atenção sobre a importância da gestão da água e do sal e, nesse sentido, recomenda nunca deixar os cochos a uma grande distância do fornecimento de água para não levar ao estresse hídrico do animal.

“A água é imprescindível, tanto em quantidade como em qualidade, devendo ser prevista nos pastos em forma de aguadas (represas, açudes) ou mesmo canalizada para bebedouros com boia. Também o curral deve dispor de bebedouros amplos, que mantenham a temperatura estável”, indica.

Cochos e bebedouros devem sempre estar localizados perto do remangue ou nos locais onde se prende o gado

Cercas
Na opinião do engenheiro-agrônomo Murilo Martins Ferreira Bettarello, sócio consultor da ViaVerde Consultoria em Sistemas Tropicais, a cerca elétrica é a principal aliada na redução de custos de implantação de um sistema intensivo. “O custo de uma cerca convencional varia de R$ 4 mil a R$ 8 mil o quilômetro e o da cerca elétrica, de 1,5 a 2,5 mil o km”, compara.

Considerando a eficiência no uso de recursos e o custo benefício, Bettarelo afirma que o preço da cerca elétrica chega a 1/5 comparado a uma convencional, sendo que a utilização de madeiras, arames e mão de obra é muito menor. “Recentemente, em uma fazenda a qual assistimos, a divisão de oito piquetes de três hectares em uma área total de 24 hectares foi realizada em apenas dois dias”, ilustra.

De acordo com Bettarello, a altura da cerca elétrica depende da categoria do animal. Para os adultos, ele diz que basta utilizar apenas um fio a 70 cm/90 cm do solo e, para os bezerros, dois fios, sendo um a 50 cm/70 cm do solo e outro a 80 cm/100 cm. Já a distância dos mourões, depende da topografia do terreno e pode ser de até 20 metros, desde que os fios de arame fiquem na altura desejada.

O consultor lembra que o material da cerca elétrica deve ser de boa qualidade para evitar fugas de corrente e resistir às intempéries climáticas. “A voltagem disponível no arame eletrificado deve ser superior a 3.000 volts, em todos os pontos da cerca, para garantir um bom choque, portanto, um voltímetro é fundamental para qualquer fazenda que trabalhe com cerca elétrica”, orienta.

Também recomenda que o eletrificador tenha uma boa potência, que é medida em joules e depende do tamanho da cerca. A expectativa é, normalmente, um joule para cinco quilômetros.

“No Brasil, é comum avaliar um aparelho pela quantidade de quilômetros que ele atende, mas isso não quer dizer nada. Os equipamentos confiáveis possuem, além da quilometragem, a potência liberada em joules”, observa. “Para projetos de gado de corte, recomendo aparelhos superiores a 4 joules.”

Para evitar a quebra da cerca por raios ou sobretensão, sugere a instalação de para- -raios, que protejam o aparelho, além de um estabilizador para equipamentos ligados na energia. E, para ter uma cerca elétrica eficiente em regiões de solo seco, Bettarelo recomenda fazer um bom aterramento com um fio terra acompanhando a cerca.

Para Murilo Bettarello, a cerca elétrica é a principal aliada na implantação de um sistema mais intensivo

Outras estruturas
De acordo com o manual Boas Práticas de Manejo – Curral - projeto e construção, de autoria conjunta de Paranhos, Murilo Henrique Quintiliano (FAI do Brasil) e Adriano Gomes Pascoa (BEA Consultoria e Treinamento), a maior área do curral é ocupada com recepção, acomodação e separação do gado. Há também outras estruturas que são usadas para a condução, contenção, embarque e desembarque de bovinos.

O desenho do projeto do curral também inclui os corredores por onde os animais vão passar, o acesso dos caminhões para o embarque e outras áreas de manejo extensivo (seringa, embute antes de seringa, troncos individuais, tronco de contenção, tronco coletivo, apartadores, entre outras).

Embarcadouro
Esta estrutura é destinada ao embarque e desembarque, sem perda de tempo e sem atropelos. Deve ser precedido de uma seringa ou ser colocado logo após a sequência tronco - porteira de apartação. Sua altura pode variar 0,80 m e o comprimento ser de 3,0 m, dependendo da necessidade da fazenda. O corredor com uma rampa no final em nível com o caminhão permite o traslado seguro. Sua largura pode variar de 80 cm a um metro, dependendo do tamanho médio dos animais embarcados.

O professor afirma que os corredores facilitam a condução dos animais, ligando as mangas ao embute ou à seringa. Precisam ter pelo menos 3,2 m de largura (evitando curvas fechadas e cantos vivos) e cercas feitas com cordoalha ou madeira, com altura mínima de 1,8 m, com laterais completamente fechadas (sólidas).

Já a seringa facilita a entrada dos animais no tronco coletivo ou no embarcadouro. Ela pode ter formato triangular ou circular e as laterais levam a uma passagem estreita, onde os animais entram enfileirados.

Há seringas em formato triangular (mais comum, mas também é a que apresenta maior dificuldade para a condução dos animais, uma vez que há maior risco de eles se amontoarem nos cantos) e circular, com uma ou duas porteiras giratórias que facilitam a condução dos bovinos, pois possibilita reduzir o espaço dentro da seringa conforme os animais vão entrando no tronco coletivo ou no embarcadouro.

Já o embute, divisória do curral posicionada na entrada da seringa ou em outro ponto estratégico do curral, serve para realizar as apartações. Em geral, sua dimensão é o dobro do tamanho da seringa. “Se a opção for construir o embute com as laterais totalmente fechadas, é importante fazer passarelas externas e dimensioná-lo de modo a permitir que a ação do vaqueiro seja feita pelo lado de fora”, orienta o professor.

Tronco de contenção

Outro equipamento importante na fazenda de corte é o tronco de contenção que, de acordo com Paranhos, é sempre individual e tem como objetivo restringir os movimentos dos bovinos,para maior segurança na realização de procedimentos de manejo. Para reduzir o risco de os animais se machucarem durante a contenção, ele sugere os troncos com pescoceira lisa, estrutura para imobilizar a cabeça do animal. “Prefira equipamentos com sistemas com comandos hidráulicos ou pneumáticos, que são mais seguros e exigem menor esforço dos tratadores.”

Já o tronco coletivo, também conhecido como brete, não é recomendado para a realização de procedimentos de manejo, como a vacinação. Nesse caso, o mais indicado é o individual.

Apartadores
Outra estrutura, o apartador, serve para separar grupos de animais, de acordo com as necessidades de manejo, e cuja localização é definida de acordo com a tarefa a ser realizada. “Se você vai fazer a apartação depois da pesagem, a estrutura deve ficar na frente da balança. Mas, se o objetivo é apenas apartar a vaca do bezerro, pode-se fazer isso no fundo do curral e até em um cercado no canto de uma pastagem”, resume o professor.

Balança
Quanto ao indicador de peso, o produtor pode optar por uma individual ou coletiva, com capacidade para três a dez animais (no caso de bezerros), dependendo do objetivo. “É lógico que a melhor é a individual porque você controla melhor o peso individual”, endossa.

Em relação à balança convencional e à eletrônica, ele afirma que as duas funcionam bem, desde que tenham boa manutenção e cuidados. “A tecnologia da eletrônica está sempre na frente, é mais avançada e melhor, permitindo, inclusive, a impressão de relatórios de desempenho”, comenta.

Bebedouros
De acordo com Tiago Fernandes, diretor técnico da Irrigaboi Consultoria e Projetos, os bebedouros devem ficar no centro dos currais, entretanto, a maioria dos criadores ainda acredita que fica melhor nas cercas das divisas dos currais. “É importante lembrar que não deve ficar muito ao fundo do curral, pois se trata de uma área normalmente úmida”, avisa.

Fernandes lembra que no confinamento a distância entre os comedouros e os bebedouros deve estar entre 50% e 70% da largura dos currais. Ou, seja, pode-se instalar os bebedouros até 30% do fundo dos currais pelos seguintes motivos: melhoria na qualidade da água, uma vez que o espaço entre o comedouro e o bebedouro é maior e quando o animal sai do cocho e vai para o bebedouro é suficiente para que ele chegue com o focinho mais limpo, contaminando menos a água; possibilidade de aumentar o intervalo de lavagem dos bebedouros frente à melhoria na qualidade da água; e redução de custos com mão de obra para manutenção.

Bebedouro de concreto é mais fácil de limpar e oferece proteção da boia

“Considerando um curral com 50 metros de frente (comedouros/comprimento do curral) e 40 metros de fundo (largura), Fernandes diz que uma boa opção para instalar um bebedouro seria a 12 metros da cerca do fundo dos currais, o que resulta em uma distância de 28 metros dos bebedouros até os comedouros.

Um modelo muito utilizado atualmente é o bebedouro de concreto, de cerca 500 litros, mas também existem os metálicos tipo basculante e, no caso de projetos mais antigos, os de alvenaria, muito grandes, e que, segundo o consultor, são propriamente um pequeno reservatório na divisa de cada curral.

O mais importante é escolher um bebedouro que armazene o mínimo de água possível, com comprimento maior do que os encontrados no mercado atualmente, possibilitando maior área de acesso simultâneo dos animais. “Seria um bebedouro de cerca de 5 m de comprimento e 20 cm de profundidade, com capacidade para 370 litros, semicircular, de concreto ou metálico, com bom acabamento interno e resistente ao desgaste, não basculante (com sistema de drenagem de água para fora dos currais), com um eficaz sistema de proteção da boia, mas que permita fácil acesso e completa higienização” descreve.

Uma das vantagens desse modelo ideal de bebedouro para o confinamento, citada pelo consultor, é a maior resistência ao desgaste por fricção, pois alguns modelos de concreto, com o passar do tempo, perdem o acabamento em cimento e deixam a brita à mostra, dificultando a higienização completa (superfície irregular).

Outros benefícios são a maior facilidade na limpeza física e biológica, devido à superfície ter melhor acabamento e maior durabilidade, e a melhoria da qualidade da água, em razão da maior facilidade de higienização. “Além disso, quanto menos água armazenar e puder ser renovada, a todo instante, melhor”, acrescenta.

Na visão de Fernandes, tudo é uma questão de estratégia. “Até mesmo o confinamento que recebe muitos animais de fora da propriedade pode estar mais propenso às doenças como a pneumonia e, nesses casos, faz mais sentido posicionar os bebedouros no centro dos currais e não nas divisas de cercas, evitando contaminações entre lotes diferentes”, sugere.

Outro fator muito importante e que realmente faz a diferença, no caso de confinamento, explica, é a presença de um bebedouro por curral, pois melhora o acesso e a disponibilidade de água, reduzindo a competição. “Em muitos casos, apenas um bebedouro serve dois currais que atendem entre 300 e 400 animais.”

Thiago Fernandes sugere que os bebedouros devem ficar no centro dos currais

Na opinião do consultor, além de água suficiente, outra prioridade é a limpeza dos bebedouros, que reflete diretamente na qualidade da água. “Verificar a efetividade da proteção, o correto funcionamento e a higienização das boias é muito importante”, diz e acrescenta que a manutenção da altura ideal de acesso também é outro ponto fundamental e normalmente os pecuaristas costumam concretar o entorno para garantir o acesso adequado. “Por fim, drenar a água resultante da limpeza é uma ótima forma de evitar manutenções frequentes com ‘aterro’ dentro dos currais, em virtude dos buracos.”

Fernandes afirma que, na captação de água, duas são as principais finalidades, sendo a primordial o abastecimento. Nesse caso, para evitar contaminação da água, ele recomenda uma fonte mais segura, a água de poço. “Para outras finalidades (irrigação para controle da poeira e o abastecimento de caminhão pipa para outras atividades no confinamento), pode ser utilizada água de córrego, rio, e outras fontes, mas tudo ocorre em função das opções e avaliação de riscos, que torna ou não viável e/ou segura a fonte que atende o projeto”, indica.

Também recomenda reservar água para consumo animal e irrigação (controle de poeira), se for o caso específico de confinamento, por, no mínimo, três dias.

Ainda em relação à captação de água, Fernandes conta que está desenvolvendo um novo projeto que permitirá conhecer, a fundo, a questão relacionada à água no confinamento e que tem um objetivo maior do que simplesmente medir o consumo diário, por animal, mas aferir, com precisão, as variações de consumo durante 24 horas por dia, conhecer com precisão os horários de maior acesso aos bebedouros, determinar o pico de consumo de água e cruzar os dados com o peso dos animais, a raça, a dieta, a temperatura ambiente, a umidade relativa do ar, a velocidade do vento e a pluviosidade. “Esses dados permitirão saber se, pela desconformidade na ingestão de matéria seca, temos ou não um problema no projeto hidráulico que abastece o confinamento, contribuindo com a pecuária brasileira.”

Reservatórios
Quanto aos tipos de reservatórios, atualmente há uma boa aceitação dos de concreto, do tipo circular, e também dos revestidos com mantas de polietileno de alta densidade (PEAD). Ambos os modelos possuem grandes capacidades de armazenamento de água.

Quanto às técnicas e tecnologias nos projetos de captação de água, o consultor aponta duas tendências muito fortes no mercado: a substituição do PVC por PEAD, por inúmeras vantagens técnicas, além do uso de motobombas movidas a energia solar, que também prometem ser uma realidade em pouco tempo nos confinamentos do Brasil.

“Em relação à segurança dos reservatórios, o de PEAD pode causar acidentes como rasgar a lona (queda de animais dentro do reservatório) gerando um grande transtorno. Esse risco não ocorre nos reservatórios de concreto, que oferecem mais uma vantagem: geralmente fornecem uma coluna de água maior, possibilitando mais pressão nas boias dos bebedouros e maior descarga de água (a boiada agradece)”, ressalta.

Reservatório de concreto é mais indicado e resistente ao dia a dia

Por fim, ele recomenda que, em projetos de confinamento, eleve-se a base do reservatório em relação à primeira linha do confinamento, garantindo uma melhor eficiência no sistema hidráulico das boias. “Não desprezando um projeto específico, só o fato de elevar a base dos reservatórios, já eliminaria os erros em virtude da falta de cálculos precisos em mais de 50% dos casos”, calcula.

Em relação à qualidade da água, o consultor afirma que essa é uma questão elementar e está ao alcance do conhecimento de todos. “Não necessita ser um engenheiro químico especialista na área para saber que o animal precisa consumir água de boa qualidade. São as mesmas premissas que aprendemos lá no primário: água sem cheiro, sem cor e sem sabor. É essa água que deve estar nos reservatórios que abastecem o confinamento e as pastagens”, explica.

Mesmo assim, Fernandez diz que é importante realizar uma análise dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos. “Da mesma forma que ocorre com a nutrição do animal, a qualidade e a quantidade certa da água também pode influenciar o desempenho animal”, finaliza.


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