Expointer

 

Negócios aquecidos na Expointer

Feira agropecuária realizada em Esteio/RS, entre 29 de agosto e 6 de setembro, registrou incremento de 23,8% na venda de animais

Se depender dos resultados da 38ª Expointer, as exposições e os leilões da primavera serão de pistas aquecidas. Na tradicional feira agropecuária realizada entre 29 de agosto e 6 de setembro, no Parque Assis Brasil, em Esteio/RS, os negócios com a comercialização de animais tiveram incremento de 23,8% em comparação com a edição de 2014. Segundo a Secretaria da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, o volume de vendas alcançou R$ 15,38 milhões, com destaque para a venda de bovinos, ovinos e equinos. Apenas os remates de cavalos da raça Crioula superaram os R$ 12 milhões.

Mesmo que a alta deste ano tenha sido sobre uma queda da edição de 2014 sobre 2013, o desempenho da pecuária é comemorado pelos criadores em um momento de forte retração da economia brasileira. O presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Eduardo Finco, credita o incremento à qualidade zootécnica dos animais. Para o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Francisco Schardong, o resultado ajuda a evidenciar o momento positivo da pecuária de corte no estado.

Um dos destaques da exposição foi a 11ª edição da Feira de Novilhas e Ventres Selecionados da Farsul. O remate teve pista limpa, com a comercialização de 912 fêmeas em um total de R$ 1,5 milhão, bem acima dos R$ 889 mil alcançados no ano passado. Foram ofertados animais das raças Angus, Brangus, Devon, Hereford e Braford, com condições especiais de pagamento.

No total, a Expointer 2015 registrou negócios de R$ 1,7 bilhão (a edição de 2014 somou R$ 2,7 bilhões) e a presença de mais de 500 mil pessoas durante os nove dias da feira. Como já era esperado, em função do momento de retração econômica, os negócios envolvendo as máquinas agrícolas tiveram grande recuo neste ano. A redução, em comparação com as vendas de 2014, foi de 37,4%.

Debates

Além dos leilões, a programação de criadores na Expointer incluiu também provas e julgamentos de diferentes raças e espécies. A Vitrine da Carne, atração promovida todos os anos pelo programa Juntos Para Competir, uma parceria entre Farsul, Senar e Sebrae, foi novamente sucesso de público. Foram 2.753 espectadores, com uma média de 95 pessoas por sessão, que acompanharam a desossa de carcaças bovinas, ovinas e suínas. Na Vitrine do Leite, foram apresentados ao público todos os passos da cadeia produtiva, da propriedade rural até as prateleiras dos supermercados, passando pela indústria de distribuição.

A feira de Esteio ainda teve espaço para debates sobre a cadeia produtiva. A possibilidade de retirada da vacinação contra a febre aftosa no Brasil foi o principal tema debatido na reunião da Comissão Nacional da Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Representando a Farsul no encontro, o vice-presidente da federação, Gedeão Pereira, afirmou não ter uma visão desfavorável no processo, mas considera necessário ter cautela. “Não temos condição de retirar a vacina. Devemos caminhar em médio e longo prazos, mas precisamos ter mais segurança. O estado é parceiro em um futuro”, disse. Já o presidente da Comissão da Bovinocultura de Leite da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ronei Volpi, falou sobre os planos do estado para retirar a vacinação a partir do ano que vem.

Incentivo ao leite

Presente na cerimônia da abertura oficial e no desfile dos animais grandes campeões da Expointer, no dia 4 de setembro, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, anunciou a liberação de R$ 86,6 milhões para impulsionar o setor de lácteos no Rio Grande do Sul. A medida vai beneficiar 18 mil propriedades rurais de 132 municípios gaúchos.

O recurso faz parte do Programa de Melhoria da Competitividade do Setor de Lácteos Brasileiro, que vai contemplar 80 mil propriedades nos principais estados produtores de leite: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Paraná. O programa tem o objetivo de melhorar a qualidade do leite produzido nessas propriedades e aumentar a renda dos produtores. Entre as ações previstas estão o melhoramento genético do rebanho e a erradicação da brucelose e da tuberculose.

Em audiência pública realizada na feira para debater o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal, o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, defendeu a unificação das inspeções. Para ele, um processo único e que envolva os âmbitos municipal, estadual e federal irá ampliar o mercado para as agroindústrias brasileiras. Com apenas uma inspeção será possível comercializar um produto em todo o País, ao invés de passar pelas análises localizadas. A medida estabeleceria um padrão de inspeção e agilizaria os negócios. “Não podemos trabalhar de maneira engessada”, declarou.


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