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TURISMO RURAL oportunidade de renda extra aos pecuaristas

Com o crescimento do agroturismo no Brasil, em expansão na casa dos 35%, estimados até 2016, o setor é hoje uma grande oportunidade para o pequeno, médio e até o grande produtor que esteja interessado em diversificar os negócios.

A forma como isso ocorre é garantir ao turista ótimo contato com a natureza e os animais, além de uma alimentação saudável, regada a pratos típicos e produtos coloniais, sejam eles leite, queijo, iogurte, ricota e um delicioso e macio bife.

Na pecuária leiteira vem ocorrendo algo muito interessante, pois, ao cruzar custos versus benefícios, o turismo rural está valendo mais a pena que entregar o leite no laticínio. Quem garante é José Roberto Marchesini, proprietário do Rancho da Cachaça, em Holambra, no interior de São Paulo.

O caminho é seduzir o turista a degustar um bom cafezinho colonial e todos os demais produtos artesanais que o acompanha, produzidos no próprio estabelecimento. Também vale investir um pouco na divulgação da marca para estimular a visitação e sempre otimizar as possibilidades de ganho.

“A procura por produtos coloniais é muito valorizada, atualmente, por quem busca qualidade de vida e não abre mão de um produto com procedência, desde que seja feito nas condições de higiene”, afirma o proprietário do Rancho da Cachaça.

Segundo ele, o turismo rural ainda possibilita diminuir o distanciamento existente entre os moradores das metrópoles com a realidade do campo, um dos grandes desafios das ações de marketing do agronegócio nacioREVISTA AG - 41 Esta reportagem foi escolhida pelo leitor da Revista AG, que votou por meio da Newsletter Agronews. Aproveite agora e escolha entre as três reportagens que estão em votação a que você prefere ver estampada nas páginas de nossa revista. Caso ainda não receba a newsletter, cadastre-se no site www.revistaag.com.br nal. “Conhecendo o dia a dia de um produtor, o consumidor final valorizaria ainda mais os alimentos postos à mesa”, diz.

Uma visitinha à sala de ordenha, por exemplo, possibilitaria tal contato e ainda permitiria a cobrança de uma “taxinha” extra dos visitantes para conhecer o processo, a qual seria uma ótima diversão entre pais e filhos, que gastariam menos que na praça de alimentação de um shopping e ainda degustariam alimentos verdadeiramente saudáveis.

Acesso à informação para estabelecer um negócio como esse não é problema. Hoje, o Sebrae e a associação comercial das cidades podem orientar com dados confiáveis, mercado, técnicas e identificar os ganhos potenciais para a propriedade.

O turismo rural, que foi reconhecido como atividade econômica apenas a partir dos anos 1980, vem sendo tratado com prioridade pelo governo. O setor do turismo como um todo abriga, em sua cadeia produtiva, cerca de 90% de micro e pequenas empresas, sendo que somente as agências de viagens movimentam mais de R$ 60 bilhões por ano no Brasil.

Legalmente, não existe distinção entre as modalidades urbana e rural, ambas precisam ser devidamente registradas no Cadastur, que seria um cadastro equivalente ao CAR das propriedades rurais com finalidade produtiva. De acordo com Marchesini, não há a exigência de documentações capciosas ou pouco além da mecânica que o produtor rural já esteja habituado.

O importante é adequar a empresa rural à categoria, que no caso da fazenda voltada ao turismo seria “Meios de hospedagem e acampamentos turísticos”. As demais existentes são “Agência de Turismo”, “Transportadoras Turísticas”, “Organizadoras de eventos” e “Parques Temáticos”. Em resumo, não há muito como errar.

O setor também precisa responder a algumas legislações. As mais importantes referem-se a Ambiental, Agrária e Sanitária (comum aos pecuaristas), além das específicas de Prestação de Serviços Turísticos.

Para entender tudo isso, uma dica é ler o compêndio Retrato do Turismo Rural no Brasil, disponível na Biblioteca Virtual do Sebrae (www. bibliotecas.sebrae.com.br). Para quem é pequeno produtor, o Pronaf também possibilita acesso a financiamentos individualizados.

Existe uma infinidade de serviços que podem ser explorados no agroturismo, que vão da culinária bucólica, hospedagem e minifazendas a modalidades esportivas com animais. Também seria prudente contrabalancear a afinidade da propriedade ao potencial turístico da região.

Em um caso como esse, um contato no Sebrae pelo 0800 570 0800 pode ser de grande valia, bem como na Secretaria de Agricultura dos estados, que seguem firmes na solidificação desse mercado.

Rancho da Cachaça

Experiência bem sucedida em Holambra, no interior de São Paulo, o Rancho da Cachaça nasceu do cerne que movimenta o seguimento de turismo rural no Brasil: a busca por melhor qualidade de vida. Antes comerciantes na cidade, José Roberto Marchesini e família iniciaram a atividade de produtor rural em 2001, quando começaram a fazer cachaça artesanal.

Com a expansão do negócio e a atenção a uma oportunidade que surgia, em 2006, abriram a propriedade para o turismo rural e a consequente venda da cachaça que produziam. Conforme a demanda dos turistas, Marchesini investia na infraestrutura. Construiu banheiros, cozinha caipira, com fogão a lenha, servindo café da manhã colonial e almoço com reservas.

Os turistas, por sua vez, maravilhados com o ambiente e a tranquilidade da natureza, pediam acomodações para se hospedarem e, assim, aos poucos, 11 apartamentos e uma piscina surgiram, para que os visitantes ficassem bem acomodados e com ótimo sentimento de bem-estar.

“Os moradores das grandes cidades chegam aqui atrás de natureza, trilhas e passeios a cavalo, mas por que não poderíamos fornecer a ele a oportunidade de conhecer o dia a dia do produtor, como em uma sala de ordenha?”, indaga e sugere o empreendedor.

Hoje, o Rancho da Cachaça recebe pessoas do Brasil inteiro e do exterior. Está presente no Guia 4 Rodas e em outras mídias importantes do setor. Se desejar conhecer um pouco mais sobre o projeto, acesse www.ranchodacachaca. com.br.

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