Sala de Ordenha

 

Aumentos mais comedidos

O preço do leite subiu 2,3% no pagamento de junho, referente à produção entregue em maio. Considerando a média nacional, o produtor recebeu R$ 0,95 por litro.

Desde fevereiro, a alta acumulada é de 7,4%. Apesar do aumento nos últimos meses, o produtor está recebendo 3,9% menos, em valores nominais, em relação a igual mês do ano passado.

A oferta mais ajustada, com a entressafra no Brasil Central e na Região Sudeste, mantém a firmeza dos preços na ponta produtora.

O volume de leite captado (média nacional) estava em queda desde dezembro de 2014, pico de produção.

Em maio, porém, o volume captado teve ligeiro aumento, de 0,6% em relação a abril, e subiu mais 1,2% em junho (dados parciais), com grande peso da Região Sul e dos estados do Sudeste nesse aumento.

Levando em conta a retomada da produção nas principais bacias leiterias e a menor demanda por leite e derivados este ano, o movimento de alta deve começar a perder força no curto e médio prazos.

Para o pagamento de julho (produção de junho), 57% dos laticínios pesquisados acreditam em alta dos preços, 40% em manutenção e os 3% restantes falam em queda nas cotações.

Para as indústrias que trabalham com cenário de alta, os aumentos deverão ser mais comedidos no curto prazo.

Para o pagamento de agosto (produção de julho), aumentou o número de laticínios falando em estabilidade e queda no preço do leite ao produtor, em especial no Sul do País.

No mercado spot, ou seja, o leite comercializado entre as indústrias, os preços tiveram ligeira queda na primeira quinzena de julho, o que mostra um mercado mais frouxo nas próximas quinzenas.

Importações de lácteos

Com relação às importações brasileiras, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em junho, o Brasil importou US$ 38,9 milhões em produtos lácteos.

Na comparação com maio deste ano, as compras tiveram pequeno aumento, de 0,2%. O volume também aumentou. Passou de 11,7 mil toneladas importadas em maio para 12,5 mil toneladas em junho.

O produto mais importado foi o leite em pó, que somou 8,7 mil toneladas e US$ 25,9 milhões em junho. Os principais fornecedores dos produtos lácteos para o Brasil, em valor, foram o Uruguai (61,7%), a Argentina (27%) e os Estados Unidos (3,2%).

Apesar do câmbio desfavorável, as fortes quedas do preço do leite em pó no mercado internacional tem aumentado a competitividade do produto importado.

Do lado das exportações brasileiras, foram US$ 20,5 milhões em produtos lácteos, em junho. O faturamento aumentou 65,3% em relação a maio.

O volume embarcado também subiu. Passou de 3,6 mil toneladas exportadas em maio para 4,4 mil toneladas em junho.

O produto mais exportado foi o leite em pó, que somou 3,6 mil toneladas e US$ 18,5 milhões, em junho.

Os principais compradores dos produtos lácteos brasileiros, em valor, foram Venezuela, Emirados Árabes e Angola, na sequência de importância.

Na comparação com igual período do ano passado, o Brasil aumentou a receita com as exportações em 15,8% e reduziu o volume embarcado em 15,9%.

Rafael Ribeiro de Lima Filho, zootecnista Scot Consultoria


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