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“Ao longo de sua história, a John Deere apresentou inovações que mudaram os rumos da agricultura”

Seja com a lavoura, pecuária ou floresta, quem fala sobre a nova tendência mundial é Paulo Hermann, presidente da John Deere Brasil

Revista AG - Uma vez você disse que o futuro da pecuária está nas mãos dos agricultores. Fale mais sobre isso.

Paulo Hermann - O futuro é utilizar sistemas de integração, aliando os potenciais da agricultura, da pecuária e também do cultivo florestal em uma mesma área, chamado de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Essa é uma tendência que gera produtividade com alta tecnologia, sem deixar de lado o cuidado com o meio-ambiente. Os sistemas de integração trazem mais renda para as propriedades, pois permitem a produção de vários produtos praticamente durante todo o ano, e isso é muito bom! Contudo, necessitam de uma administração mais próxima, com mão de obra que trabalhe em diferentes atividades e capital de giro durante todo o ano. É um modelo que se adapta a todas as regiões do País. Temos a Rede de Fomento ILPF, que soma esforços de empresas privadas e de instituições como a Embrapa para incentivar a ideia. Somente no Brasil é possível “produzir sem parar”, uma vez que temos solo, espaço e clima viáveis para tanto.

Revista AG - Quais resultados podem ser obtidos pelos pecuaristas?

Paulo Hermann - A Rede de Fomento ILPF mantém uma fazenda modelo em Ipameri/GO que tem todas as informações dos três sistemas. No caso da Fazenda Santa Brígida, a evolução da produtividade pecuária foi bastante expressiva: a taxa de lotação média anual, que era de 0,5 UA/ha em 2006, passou para 2,5 UA/ha com animais na fase de engorda, durante 60 dias, no período de inverno (em 2014), e chegou a 4,6 UA/ha, com animais em fase de recria, durante 120 dias, também no período de inverno (no mesmo ano). Outro incremento importante foi na produtividade de carne, que passou de duas para 16 arrobas/ha. Em propriedades rurais com pastagens degradadas, os animais podem chegar a perder mais de 200g/dia no inverno. Na Fazenda Santa Brígida, o ganho em peso a pasto nesse período foi de 1,2 kg por animal ao dia.

Revista AG - Você consegue resumir em poucas palavras o legado dos 178 anos da John Deere?

Paulo Hermann - A John Deere é líder mundial no fornecimento de serviços e produtos avançados e está comprometida com o sucesso dos clientes, que cultivam, colhem, transformam e enriquecem a terra para enfrentar a crescente demanda mundial por alimentos, combustíveis, habitação e infraestrutura. Desde sua fundação, em 1837, temos oferecido produtos inovadores de alta qualidade e entregado a nova geração de tecnologias aos clientes, contribuindo para a construção de uma tradição de integridade pela qual somos reconhecidos e temos como legado. Ao longo de sua história, a companhia apresentou inovações que mudaram os rumos da agricultura.

Revista AG - A companhia lançou, em 2013, um conjunto de metas ecoeficientes para energia, resíduos, água e produtos. Como segue o projeto?

Paulo Hermann - Para aumentar a conscientização interna e pública sobre gestão ambiental, bem como incentivar a inovação e melhorar o desempenho das unidades, a John Deere definiu quatro metas globais, que são válidas para as fábricas do Brasil. Dentre elas, até 2018, temos de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e o consumo de energia e água por tonelada de produção em 15% e aumentar a quantidade de resíduos reciclados da empresa para 75% do total produzido. Esses são os números publicados globalmente pelo EcoEficciency Goals.

Revista AG - A empresa preocupa- se com o desenvolvimento socioeconômico do produtor. É possível adquirir uma máquina tanto nacional quanto importada em condições similares de subsídio?

Paulo Hermann - Sim, temos uma preocupação de permitir que os agricultores, de todos os perfis, possam ter acesso às soluções integradas e equipamentos de alta tecnologia da John Deere. Para tanto, temos ferramentas que se adaptam conforme a necessidade dos clientes, como é o caso do Consórcio John Deere. Outra opção são as linhas específicas de financiamento via o Banco John Deere.

Revista AG - O que seria o Programa “Nova Experiência de Entrega Técnica”?

Paulo Hermann - Esse programa venceu recentemente um importante prêmio internacional e foi uma forma de aprimorar o diálogo e relacionamento da nossa rede de concessionários com os clientes. Para tanto, mais de 4.400 funcionários foram capacitados a aprimorar a entrega técnica dos equipamentos. Isso faz parte da experiência de possuir um John Deere.


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